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Cessar-fogo EUA-Irã permanece após ataques aos Emirados em Ormuz

Cessar-fogo entre EUA e Irã permanece após ataques a navios em Ormuz, com retaliação iraniana aos Emirados, elevando riscos de escalada no Golfo

Escalada no Golfo após ataques aos Emirados e operação dos EUA em Ormuz pressiona mercados
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  • O cessar-fogo entre os EUA e o Irã permaneceu em vigor na manhã de terça-feira, após um dia de confrontos envolvendo navios no Estreito de Ormuz.
  • Houve troca de tiros entre forças dos EUA e do Irã e ataques com mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos.
  • Dois navios mercantes passaram pela rota com apoio dos EUA, enquanto dois navios de guerra americanos entraram no Golfo.
  • O Irã avisou que navios não devem passar por Ormuz sem sua autorização; houve ataques a infraestruturas dos Emirados, com três trabalhadores indianos feridos no Fujairah.
  • O petróleo Brent caiu cerca de 1,5% na terça, a aproximadamente US$ 112,60 o barril, após suba próxima de seis por cento na segunda-feira.

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã permaneceu estável na manhã desta terça, após um dia de confrontos que envolveram a navegação no Estreito de Ormuz e ataques com mísseis contra os Emirados Árabes Unidos. A tensão voltou a aumentar na região na véspera, quando Teerã lançou ataques com mísseis e drones.

Navios mercantes conseguiram transitar pela passagem com apoio americano, enquanto duas unidades navais dos EUA reforçaram a presença militar no Golfo. O Irã, por sua vez, advertiu que não permitirá passagem de navios sem autorização própria, elevando o risco de escalada.

Em meio aos ataques, pelo menos dois navios mercantes passaram com escolta para evitar incidentes. Um graneleiro sul-coreano foi atingido, e um navio-tanque vazio da Abu Dhabi National Oil Company sofreu danos, sem registro de feridos entre a tripulação.

Militares americanos enfrentaram ataques de drones, mísseis e pequenos barcos armados, conforme relatos do comando central dos EUA. A cooperação com navios neutros visava manter a circulação no Estreito de Ormuz, crucial para o fluxo global de petróleo.

O episódio ocorreu durante impasse entre Washington e Teerã, que não avançam para novas negociações de paz. O Irã exige suspensão de bloqueio naval dos portos para qualquer abertura de diálogo, enquanto os EUA defendem que o bloqueio visa pressionar a economia iraniana.

Analistas alertaram para riscos de escalada. Becca Wasser, da Bloomberg Economics, afirmou que o projeto americano busca romper o impasse, mas aumenta a possibilidade de confrontos na região, com impactos sobre a economia global.

O petróleo reagiu ao ocorrido: o Brent operou em queda de cerca de 1,5% pela manhã, após ter subido quase 6% na segunda-feira. Em Fujairah, três trabalhadores indianos ficaram feridos em ataque a um terminal ligado ao Vitol Group, elevando a preocupação com a segurança local.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado quase todos os projéteis iranianos, marcando o primeiro ataque significativo desde o início da trégua. Alertas de mísseis também foram emitidos para cidades como Dubai e Abu Dhabi, com escolas orientadas a manter o ensino remoto temporariamente.

O governo iraniano classificou as ações dos EUA como violação ao cessar-fogo e chamou atenção para o fato de negociações mediadas pelo Paquistão estarem em progresso. O chanceler Abbas Araghchi ressaltou, em redes sociais, que não há solução militar para a crise.

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