- A Organização Mundial da Saúde confirmou dois casos de hantavírus no cruzeiro MV Hondius, com cinco suspeitas adicionais sob investigação; são 149 passageiros de 23 nacionalidades a bordo, sem brasileiros.
- Primeira morte: homem holandês de 70 anos apresentou sintomas em 6 de abril e faleceu em 11 de abril; corpo removido de Santa Helena em 24 de abril.
- Segunda morte: mulher de 69 anos, esposa do primeiro paciente, adoecida a bordo e desembarcou em Santa Helena; morreu em Joanesburgo em 26 de abril.
- Terceiro caso suspeito: homem britânico adoeceu a bordo e desembarcou na Ilha de Ascensão, hospitalizado em Joanesburgo; quarto caso suspeito, mulher alemã, morreu no navio em 2 de maio; outros três casos suspeitos permanecem a bordo.
- Navio permanece atracado próximo a Cabo Verde, sem autorização para desembarque; a Espanha não confirmou recebimento da embarcação; a OMS aponta que o casal inicial pode ter sido infectado antes de embarcar, com transmissão ocorrendo a bordo.
O cruzeiro MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, permanece atracado próximo a Cabo Verde, com autorização de desembarque ainda pendente. A Organização Mundial da Saúde confirmou dois casos de hantavírus a bordo e investiga cinco suspeitas adicionais.
A empresa reporta três óbitos relacionados ao surto: dois a bordo e um após desembarque. O navio possui 149 passageiros de 23 nacionalidades e tripulação majoritariamente filipina; não há brasileiros entre os ocupantes.
A primeira morte ocorreu de um homem holandês de 70 anos, que apresentou febre, dor de cabeça e diarreia leve em 6 de abril e faleceu em 11 de abril, com traslado do corpo feito em 24 de abril. A segunda vítima foi uma mulher de 69 anos, esposa do primeiro paciente, que adoeceu a bordo e desembarcou em Santa Helena; morreu em Joanesburgo, em 26 de abril.
O terceiro caso suspeito envolve um homem britânico que adoenceu ainda na viagem após deixar Santa Helena; ele permanece hospitalizado em Joanesburgo, sob isolamento. A quarta vítima foi uma mulher alemã que morreu no dia 2 de maio, com sintomas iniciados cinco dias antes. Outros três casos suspeitos apresentam apenas febre ou sintomas gastrointestinais e seguem no navio.
A OMS aponta que a hipótese inicial é de infecção do casal que morreu primeiro antes do embarque, possivelmente durante atividades de observação de aves, com transmissão subsequente entre passageiros a bordo. Equipes médicas em Cabo Verde realizam avaliações e coletam amostras para testes.
O cruzeiro está ancorado na costa de Cabo Verde, sem autorização para desembarque. Nesta terça-feira, o vice-presidente regional das Ilhas Canárias indicou que ainda não houve decisão sobre receber o navio e sugeriu que, se possível, o destino seja o território espanhol continental, com garantias. O governo espanhol negou que haja acolhimento confirmado, dizendo que a escala dependerá de dados epidemiológicos.
A operadora do passeio informou que está buscando autorização para o desembarque de dois tripulantes com sintomas respiratórios agudos. As autoridades holandesas cooperam para uma eventual repatriação, conforme coordenação entre os governos envolvidos. A situação de saúde a bordo continua sendo monitorada por equipes internacionais.
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