- EUA acusam a China de financiar o terrorismo ao comprar petróleo do Irã; o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a China compra 90% da energia iraniana.
- A declaração ocorre em meio a tensões sobre a operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz, região parcialmente bloqueada pelo Irã desde o início da ação militar recente.
- Bessent pediu que Pequim participe da reabertura do Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o trânsito mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
- O Projeto Liberdade envolve apoio militar dos EUA, com destróieres, aeronaves, plataformas não tripuladas e cerca de 15 mil militares destacados.
- O Irã avisou que atacará navios em Ormuz sem coordenação, enquanto os relatos de ataques aumentam e o cessar-fogo em vigor desde 7 de abril fica sob pressão; Trump deve visitar a China na próxima semana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a China financia o terrorismo ao comprar petróleo do Irã. A declaração ocorreu em entrevista à Fox News na segunda-feira, 4. A oposição entre Washington e Teerã persiste em meio à operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz.
Bessent afirmou que o Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo e argumentou que a China compra 90% da energia iraniana, financiando assim o principal patrocinador. A fala integra um conjunto de críticas sobre dependência energética entre países.
Apesar das acusações, o Tesouro norte-americano pediu que Pequim coopere para a reabertura de Ormuz, passagem estratégica que, antes da guerra iniciada em 28 de fevereiro, movia cerca de 20% do petróleo mundial. O regime iraniano bloqueou o estreito desde então.
O secretário ressaltou que ataques iranianos fecharam o estreito e que os Estados Unidos buscam reabri-lo. Convidou a China a se somar a uma operação internacional para facilitar a passagem de navios comerciais.
Na próxima semana, o presidente Donald Trump viajará a Pequim para encontros com Xi Jinping, em meio às tensions entre as duas potências. A visita ocorre em meio a negociações sobre o papel da China no Oriente Médio.
Projeto Liberdade
O Projeto Liberdade começou nesta segunda-feira para guiar navios retidos a deixar a região do Estreito de Ormuz. O Centcom confirmou apoio militar, com destróieres, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas e cerca de 15 mil militares.
Resposta do Irã
O Irã disse que vai visar navios comerciais que transitem por Ormuz sem coordenação com autoridades iranianas. As partes relataram ataques na região em meio ao andamento do Projeto Liberdade, sob condições de cessar-fogo vigentes desde 7 de abril.
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