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EUA mudam tom sobre Irã; Mercados acreditam, por ora

Mercados recebem sinal de fim de ofensivas no Golfo; Ibovespa sobe 0,6% com petróleo em queda, dólar em baixa, porém confiança permanece limitada

Da fúria à liberdade: EUA mudam o tom sobre o Irã, e o mercado acredita - por enquanto — Foto: Freepik
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a operação Epic Fury está encerrada e indicou avanço para o Project Freedom, sinalizando mudança de tom na política em relação ao Irã.
  • O Ibovespa subiu 0,6%, aos 186.754 pontos, com ganho anual próximo de 16%, impulsionado por resultados corporativos e fatores geopolíticos.
  • O dólar à vista caiu 1,12% frente ao real, para R$ 4,91, com menor demanda por ativos de risco e rendimentos mais baixos.
  • O Brent recuou abaixo de US$ 110 por barril, contribuindo para o alívio no mercado de petróleo, ainda que permaneça acima de US$ 100.
  • O desempenho doméstico foi puxado pela Ambev, com expectativas sobre a cúpula entre EUA e China e a possível reabertura do Estreito de Ormuz, mantendo a cautela sobre inflação e juros.

Da fúria à liberdade: EUA mudam o tom sobre o Irã, e o mercado acompanha a mudança. O ministro das Relações Exteriores americano afirmou que a operação epic fury chegou ao fim, sinalizando uma mudança de postura. A fala ocorreu na Casa Branca nesta terça (5).

O Ibovespa fechou em alta de 0,6%, aos 186.754 pontos, mesmo com a semana ainda negativa. O ano permanece próximo de ganhos de 16%, impulsionado por resultados corporativos e pelo recuo do petróleo. O volume financeiro ficou em torno de R$ 19,4 bilhões.

A leitura de investidores evita euforia, mas aponta que o recuo das tensões geopolíticas abre espaço para liquidez externa. A queda dos rendimentos dos Treasuries ajudou o dólar, que caiu 1,12% contra o real, para R$ 4,91.

Mudança de tom dos EUA

Mutação na retórica norte-americana foi acompanhada por comentários que indicam busca por saída diplomática. A ausência de novos ataques ao Golfo Persico elevou o apetite por ativos emergentes, ainda que com cautela.

O petróleo Brent recuou abaixo de US$ 110 por barril, mantendo-se acima de US$ 100 pela 18ª sessão. Analistas destacam que o Clinton de Ormuz segue proibitivo, com apenas dois navios cruzando o corredor desde ontem.

Para o Ibovespa, o desempenho foi puxado pela Ambev, com resultados do primeiro trimestre acima das expectativas. Siderúrgicas também acompanharam, beneficiadas pela perspectiva de demanda na China e de juros menores.

A agenda aponta para a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, nos próximos dias. Analistas avaliam impactos de um possível acordo comercial e de pressão para reabrir Ormuz, além de temas como Taiwan.

O mercado segue atento à inflação e à política monetária brasileira. A ideia é que o alívio geopolítico chegue antes de pressões inflacionárias obligarem o Banco Central a agir. Por ora, a cautela permanece dominante.

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