- A cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, permanece isolada, com falta de comida e remédios por meses.
- A saída da cidade, chamada de “Road of Death”, está fortemente minada, tornando a fuga um risco de vida; ainda assim houve evacuações recentes.
- Moradores, em sua maioria idosos, dependem de doações de voluntários; massas e itens enlatados são alimentos-chave.
- Autoridades ucranianas pedem um corredor humanitário; a Rússia alega que dificuldades humanitárias decorrem de ataques ucranianos.
- Testemunhos relatam destruição generalizada, drones, minas espalhadas e corpos não coletados; muitos moradores evitam deixar a cidade.
Oleshky, cidade ucraniana no corredor do Dnipro, vive uma crise humanitária em meio ao conflito. Civis permanecem cercados pela linha de frente, com acesso restrito a alimentos, remédios e serviços básicos, segundo relatos de residentes e organizações humanitárias.
A cidade fica do lado leste do Dnipro, sob ocupação russa desde o início da invasão. Longe de Kherson, o município está isolado por rio, pontes danificadas e estradas internas perigosas, o que inviabiliza deslocamentos seguros para fora.
Voluntários e grupos de ajuda conseguiram realizar algumas entregas recentes, mas os moradores relatam escassez de itens essenciais. Pasta e enlatados tornaram-se itens básicos para cerca de 2 mil pessoas que permanecem na cidade.
Cenário humano
Relatos indicam que abandonar Oleshky envolve riscos elevados, dadas áreas minadas na Rodovia da Morte, que liga a cidade a Kardashynka e Hola Prystan. Drones de vigilância e confrontos contínuos dificultam rotas de saída.
Volodymyr, de 50 anos, contou à imprensa que saiu em meio a uma evacuação organizada por voluntários. Ele descreveu estradas marcadas por veículos incendiados e risco de minas, inclusive no trecho entre a cidade e o sul da região.
Olhando para dentro da cidade, há evidências de bases militares em áreas urbanas, com tropas supostamente se escondendo em porões. O danos às edificações incluem casas destruídas por ataques e inundação após o rompimento da barragem de Kakhovka em 2023.
Esforços e verificação
O Comissário de Direitos Humanos da Ucrânia pediu a autoridades russas a criação de um corredor humanitário para evacuações seguras. Moscou, por sua vez, atribui dificuldades a ataques sistemáticos de forças ucranianas.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha trabalha com autoridades de ambos os lados para obter informações adicionais sobre a situação em Oleshky. Verificações independentes ocorrem por meio de fotos, dados de localização e registros online.
Fontes locais indicam que parte da população idosa rejeita a ideia de deixar a cidade, preferindo permanecer mesmo diante de incertezas. A região permanece sob tensão, com danos contínuos a infraestrutura e deslocamentos limitados.
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