- O governo americano afirma que a situação de 20 mil tripulantes civis presos no Estreito de Ormuz é crítica e busca uma solução negociada, após encerrar a fase ofensiva do conflito com o Irã.
- Mais de 1,5 mil navios estão parados há mais de dois meses na região, o que pressiona o custo da energia global.
- Os EUA dizem que controlam o estreito; o Irã também. Em resposta, os EUA mobilizaram cerca de 15 mil militares, barcos e aeronaves para escoltar as embarcações, enquanto Teerã ataca com mísseis e drones.
- O secretário de Estado americano, Marco Rubio, informou que houve mortes entre os tripulantes e que milhares de pessoas de mais de 80 países enfrentam risco por escassez de alimentos e água a bordo; nos EUA, a gasolina subiu mais de 50% desde o início da guerra.
- No âmbito diplomático, o presidente Donald Trump criticou o Papa em relação ao tema; o pontífice disse que não há solução militar para a crise, e Trump anunciou uma pausa temporária na operação de escolta para buscar um acordo de paz.
O governo americano classifica a situação no Estreito de Ormuz como crítica, envolvendo 20 mil tripulantes civis de navios parados há meses. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado dos EUA. A solução negociada é priorizada em vez de ações militares contínuas.
Mais de 1,5 mil navios permanecem parados por mais de dois meses, impossibilitados de cruzar uma rota estratégica. Esse bloqueio gera pressão econômica e eleva o custo da energia para consumidores globais.
O governo dos EUA diz controlar a passagem pelo estreito, enquanto o Irã também reivindica controle. Na segunda-feira, Washington mobilizou 15 mil militares, barcos e aeronaves para escoltar os navios, em resposta a lançamentos de mísseis e drones vistos como reação iraniana.
O secretário de Guerra americano afirmou que os disparos não configuram violação de cessar-fogo, apenas turbulência já prevista. Em território vizinho, as defesas dos Emirados Árabes Unidos repeliram foguetes e drones originários do Irã, segundo relatos oficiais. Teerã nega ataques.
O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que não há solução militar para a crise. Com isso, o estreito continua fechado; apenas dois navios atravessaram na segunda-feira e nenhum na terça-feira.
Marco Rubio destacou a gravidade da situação para a tripulação: dez trabalhadores teriam morrido, enquanto 23 mil pessoas de mais de 80 países estariam em risco com escassez de alimentos e água potável a bordo.
Nos Estados Unidos, o custo com combustível já subiu significativamente desde o início do conflito. A gasolina registra alta média, e pesquisas indicam mudança de hábitos entre motoristas, com bolso consumidor pressionado.
Em outro flanco, Donald Trump criticou o Papa em tom de discurso político, sugerindo que o líder da Igreja aceita armas nucleares no Irã. O Vaticano reiterou oposição a armas nucleares e defendeu uso de diálogo para enfrentar crises humanitárias.
Ainda na noite de terça, Trump informou ter suspendido temporariamente uma operação de escolta de navios no Estreito, alegando cumprir pedidos de Paquistão e de outros países para buscar um acordo de paz, conforme publicação nas redes sociais.
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