- O Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de energia, tornou-se foco de disputa entre EUA e Irã, com versões conflitantes sobre ataques, bloqueios e a operação “Projeto Liberdade”.
- O Irã bloqueou a maior parte do trânsito de navios pelo estreito desde 28 de fevereiro, cobrando taxas de passagem; estima-se que cerca de 1.600 navios estejam retidos.
- Os EUA afirmam ter imposto bloqueio e destacam o “Projeto Liberdade” para restabelecer a navegação, com apoio de destróieres, milhares de militares e aeronaves; Teerã conclama que navios estrangeiros só transitam com coordenação iraniana.
- Houve relatos de atravessamento de navios com escolta militar, ataques e contra-ataques, porém as informações não foram independentes nem confirmadas de forma conclusiva.
- O Irã criou a Autoridade do Estreito no Golfo Pérsico (PGSA) para gerenciar o trânsito, e afirmou que navios devem obter autorização prévia para cruzar a rota.
O Estreito de Ormuz voltou a ocupar o foco internacional à medida que a tensão entre EUA e Irã aumenta. A passagem de navios pelo estreito, crucial para 20% do petróleo mundial, ficou marcada por bloqueios, ataques e controvérsias sobre ações militares e diplomáticas.
O Irã bloqueou a passagem desde 28 de fevereiro, cobrando taxas de trânsito de navios na região. Cerca de 1.600 embarcações estariam retidas ou afetadas pela restrição, segundo relatos, elevando o papel do estreito na segurança energética global.
Os EUA afirmam ter imposto bloqueio a embarcações ligadas ao Irã. O governo americano lançou o que chamou de Projeto Liberdade, para restabelecer a navegação no estreito, com apoio de destróieres, aeronaves e militares.
Teerã afirmou que qualquer força estrangeira que se aproximasse do estreito estaria sujeita a ataques. Os EUA disseram ter feito travessias com apoio de destróieres, mas o Irã negou as travessias, reforçando a disputa narrativa.
O presidente Donald Trump alegou ter afundado sete pequenas embarcações iranianas e interceptado mísseis e drones. O Irã rejeitou as acusações, sem confirmar ou negar os ataques contra navios ou bases na região.
Diversos incidentes secundários, incluindo explosões em navios no Golfo e incêndios em um porto dos Emirados Árabes, foram atribuídos a ações iranianas por fontes locais, com confirmação pendente de independentes.
Em resposta, Emirados Árabes Unidos blamearam lançamentos de mísseis e drones. O Irã negou ataques recentes, mantendo a ameaça de retaliação caso haja agressões ao seu território.
A situação permanece sem confirmação independente, com relatos contraditórios sobre quais navios passaram pelo estreito, quando e sob quais condições. A empresa de dados marítimos Kpler indicou que nenhum navio atravessou a rota até o fim da terça-feira.
O que é o Projeto Liberdade
Trump anunciou o projeto nas redes sociais, descrevendo ações para garantir a passagem segura das embarcações pelos canais restritos. A ideia é liderar o tráfego com apoio militar, sem detalhar um fim do bloqueio.
O Comando Central dos EUA detalhou que o apoio incluiria destróieres, aeronaves e plataformas não tripuladas, além de cerca de 15 mil militares. Não ficou claro se todos os navios receberiam escolta direta.
A visão do Irã sobre o projeto
O chanceler Abbas Araghchi chamou o Projeto Liberdade de impasse, em rede social. O general Ali Abdollahi, da Guarda Revolucionária, avisou que navios devem obter coordenação prévia com as forças iranianas para transitar.
O Irã informou ter criado a Autoridade do Estreito no Golfo Pérsico, o PGSA, para gerenciar o trânsito. Segundo a agência, navios receberiam instruções por email com regras para passagem.
O cessar-fogo de 7 de abril
O cessar-fogo, anunciado em 7 de abril, continua sob questionamento. O Irã afirmou que ações dos EUA ameaçam a navegação; Washington sustenta que a trégua segue, com o objetivo de defender o tráfego.
Oficiais dos EUA destacaram que as ações são defensivas e temporárias, sem necessidade de ampliar operações para o espaço aéreo ou águas iranianas. O fluxo de navios pelo estreito permanece instável.
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