- Em 6 de maio de 2001, pela primeira vez na história, o papa João Paulo II entrou na Grande Mesquita Omíada, em Damasco, durante visita à Síria.
- O pontífice fez um apelo inter-religioso por entendimento entre cristãos e muçulmanos e pediu educação de jovens em tolerância.
- Ele foi recebido pelo grão-mufti Ahmed Kuftaro, que disse que a visita transcenderia a história e traria frutos para a paz mundial.
- João Paulo II caminhou com apoio de uma bengala e teve momento de reflexão diante do memorial de João Batista, na mesquita.
- A cerimônia coincidiu com a oração da tarde muçulmana; parte dos presentes ajoelhou-se para rezar ao ouvir o chamado à oração.
O papa João Paulo II fez história ao realizar, em 6 de maio de 2001, a primeira visita de um pontífice a uma mesquita. A passagem ocorreu na Grande Mesquita Omíada, no centro histórico de Damasco, Síria, durante a viagem apostólica do líder religioso à região, governada à época por Bashar al-Assad. O objetivo foi promover o diálogo inter-religioso e incentivar a educação de jovens para a tolerância.
Durante o encontro, o Pontífice retirou os sapatos e calçou chinelos brancos, iniciando um momento de oração e reflexão no interior do espaço sagrado. Em meio à cerimônia, ele dedicou uma prece à compreensão entre cristãos e muçulmanos, destacando a importância da convivência pacífica entre as religiões.
A visita também contou com um pronunciamento externo, no qual João Paulo II enfatizou a necessidade de paz mundial. Entre as pessoas que acompanharam o Papa estavam o grão-mufti Ahmed Kuftaro, o patriarca latino de Jerusalém Michel Sabbah e o cardeal Jean-Marie Lustiger. A audiência reuniu líderes religiosos de várias confissões.
Relatos da época ressaltam ainda a coincidência da cerimônia com o horário da oração muçulmana do meio-dia. Um sistema de chamada à oração foi acionado pelos alto-falantes da mesquita, levando alguns presentes a se ajoelharem em reverência durante o ato.
Acompanhavam o Papa figuras relevantes da Igreja: o então organizador das viagens papais, cardeal Roberto Tucci, e o fotógrafo oficial, Arturo Mari. Também esteve presente o cardeal Raffael Bidawid, do Iraque, e Ernesto Olivero, fundador da Sermig, além de outras personalidades religiosas e políticas ligadas à comitiva.
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