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Irã diz que ainda não começou confronto com EUA por Ormuz

Irã afirma que ainda não iniciou confronto com os Estados Unidos no Estreito de Ormuz, enquanto a operação de escolta americana eleva tensões e o preço do petróleo

Uma foto ilustrativa tirada em Nicósia em 4 de maio de 2026 mostra uma pessoa em frente a uma grande tela exibindo os movimentos de embarcações no Estreito de Ormuz em um site de rastreamento de navios - (crédito: AFP)
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  • O Irã disse que ainda não começou o confronto com os Estados Unidos em torno do Estreito de Ormuz, afirmando que a segurança do transporte marítimo foi ameaçada pela presença norte-americana.
  • Washington mantém a operação de escolta de navios no estreito, lançada após ataques na região, e informou que navios mercantes cruzaram com apoio militar americano, enquanto o Irã diz não ter causado danos.
  • O preço do petróleo reagiu, com o barril Brent em torno de 113 dólares, após momentos de alta na semana anterior.
  • Houve ataques a alvos nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, com danos relatados e tentativas de resposta, enquanto o Irã nega ter causado danos a navios estrangeiros.
  • As tentativas de retomar negociações entre Irã e Estados Unidos fracassaram até o momento, após encontro em Islamabad em 11 de abril sem resultados.

O Irã afirmou que o confronto com os Estados Unidos ainda não começou, mesmo com a operação dos EUA para escoltar navios no Estreito de Ormuz, passagem estratégica que já movimentou cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos. A afirmação foi feita em meio a uma escalada de tensões na região.

Mohamad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, disse que o status quo é intolerável para os EUA e que a presença militar americana ameaça a segurança do transporte marítimo e do trânsito energético, com impactos que, segundo ele, reduziriam a segurança na região.

Desde o início do conflito envolvendo EUA e Israel contra o Irã, Teerã passou a exercer controle sobre o estreito. A situação elevou o preço do petróleo, que era negociado próximo a níveis elevados nos mercados internacionais.

Tensão no Golfo e operações marítimas

Em 8 de abril, os portos iranianos foram bloqueados por ordem estadunidense. Na sequência, a chamada operação Liberdade, iniciada pelo governo dos EUA, visou permitir a passagem de navios bloqueados pelo estreito.

Segundo várias empresas, mais de 900 navios estavam no Golfo Pérsico no fim de abril, com quase 20 mil marinheiros envolvidos na região. Nos últimos dias, o Irã respondeu com lançamentos de mísseis e drones contra navios militares dos EUA na área, segundo o Centcom, que afirmou ter interceptado as ordens.

A Coreia do Sul relatou uma explosão seguida de incêndio em um navio de sua bandeira em Ormuz, enquanto Teerã negou danos a seus navios. O Centcom informou que dois portadores de bandeira dos EUA, escoltados por forças americanas, atravessaram o estreito com sucesso na segunda-feira. O presidente Trump celebrou essa travessia como um avanço.

A Maersk informou que um de seus navios, bloqueado desde fevereiro, atravessou o estreito na segunda-feira sob escolta de meios militares. O governo iraniano acusou Washington de matar civis em ataques a embarcações que saíram de Omã com destino à costa iraniana.

Desenvolvimento internacional e projeções

Em resposta, Estados e aliados condenaram os ataques iranianos. O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou-os inaceitáveis, e a Arábia Saudita alertou para o risco de uma nova escalada militar no Golfo. Tentativas de reabertura de negociações entre Irã e EUA não obtiveram resultados até o momento, após um encontro em Islamabad, em 11 de abril.

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