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Israel prorroga novamente detenção de brasileiro em flotilha

Tribunal em Israel prorroga por seis dias a detenção de brasileiro detido em flotilha rumo a Gaza, enquanto defesa contesta acusações

Ativista brasileiro, Thiago Ávila, detido em prisão de Israel por participar de flotilha que ia para a Faixa de Gaza
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  • Tribunal de Israel prorrogou por mais seis dias a prisão de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, detidos a bordo de uma flotilha que tinha como destino a Faixa de Gaza.
  • A flotilha partiu de Barcelona em 12 de abril e foi interceptada em águas internacionais perto da Grécia; mais de cem ativistas foram levados para Creta.
  • Israel acusa os dois de crimes como auxílio ao inimigo e ligação com organização terrorista; a defesa sustenta que não houve acusação formal e pode recorrer.
  • A família e advogados de Adalah contestam as acusações e relatam greve de fome; a defesa afirma que houve tortura durante a detenção.
  • A Espanha pediu a libertação imediata de Abu Keshek, alegando ausência de provas contra ele; Israel diz ter agido conforme a lei após suposta obstrução por parte dos ativistas.

Israel prorroga por mais seis dias a prisão de dois ativistas detidos em uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Os capturados são Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, cidadão espanhol. Eles foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia na quarta-feira, 29, durante a operação de abordagem de embarcações humanitárias.

Os navios, parte da segunda Flotilha Global Sumud, partiram de Barcelona em 12 de abril com destino a Gaza. A prorrogação da prisão ocorreu no Tribunal de Magistrados de Ashkelon, que estendeu o prazo até 10 de maio. Além dos dois detidos, mais de 100 ativistas foram encaminhados para Creta, na Grécia.

Os advogados do grupo Adalah argumentaram que não houve acusação formal e que a detenção serve apenas para interrogatório. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abu Keshek e Ávila possuem ligações com o Hamas e que a flotilha visa desestabilizar a região. Espanha exige libertação imediata; o ministro José Manuel Albares informou ao governo israelense que não há provas de vínculo com o Hamas.

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