- Lula chamou a prisão de Thiago Ávila, brasileiro integrante da Flotilha Global Sumud, de injustificável e pediu sua libertação imediata, com apoio da Espanha. A detenção foi prorrogada até o próximo domingo.
- Ávila e Saif Abu Keshek foram levados para interrogatório; o governo de Israel afirma que Ávila é suspeito de atividade ilegal e Keshek, de ligação com uma organização terrorista (associada ao Hamas).
- A Flotilha Global Sumud tinha cerca de vinte barcos e 175 pessoas; a maior parte desembarcou em Creta, na Grécia, após a interceptação israelense.
- Além de Ávila, três brasileiros que participavam da flotilha foram interceptados: Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.
- Israel declarou ter encontrado preservativos e drogas a bordo da flotilha, o que foi contestado pelo grupo, que classificou a afirmação como desinformação; a flotilha pretendia levar ajuda humanitária a Gaza.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira 5 que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila é injustificável. Ávila participa da flotilha humanitária com destino a Gaza e está detido em Israel há cinco dias. A detenção foi prorrogada para o próximo domingo.
Lula publicou no X que a prisão de Ávila, integrante da Flotilha Global Sumud, causa grande preocupação. O presidente também criticou a prisão em águas internacionais, considerada por ele uma afronta ao direito internacional.
A Casa Civil informou que o governo brasileiro, em parceria com a Espanha, que também detém um cidadão, exige garantias de segurança plenas e a imediata liberdade dos ativistas.
Contexto da operação
A maior parte dos ativistas, em cerca de vinte barcos e 175 pessoas, desembarcou na ilha de Creta, na Grécia, na última sexta-feira, após a interceptação israelense. Ávila e Saif Abu Keshek foram levados para interrogatório, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.
O governo israelense classificou Ávila como suspeito de atividade ilegal e Abu Keshek como suspeito de ligação com uma organização considerada terrorista pela Justiça dos EUA. A PCPA, citada pela imprensa, é acusada de atuar em nome do Hamas.
Participantes brasileiros
Além de Ávila, outros três brasileiros foram interceptados: Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho; Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro da Petrobras Transporte; e Thainara Rogério, ativista.
A flotilha Global Sumud buscava levar ajuda humanitária a Gaza. Os navios não interceptados na semana anterior seguiram para Ierápetra, na ilha de Creta.
Versões em confronto
O grupo que organiza a flotilha afirmou que agentes israelenses apontaram armas e ordenaram o deslocamento para a proa das embarcações. A versão israelense descreveu a operação como intervenção em uma flotilha de propaganda e citou a descoberta de preservativos e drogas a bordo, contestada pela parte brasileira.
Barragens de informações e interrupções de viagem marcaram as anteriores interceptações, com participação de figuras internacionais como Greta Thunberg em operações próximas ao Egito e Gaza.
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