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Lula classifica prisão de ativista brasileiro por Israel como injustificável

Lula classifica a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel como injustificável, pedindo soltura imediata após a prorrogação da detenção até domingo

O ativista Thiago Avila (de marrom), membro da Flotilha Global Sumud detido por Israel, comparece a uma audiência de prorrogação de sua detenção em um tribunal em Ashkelon, no sul de Israel.
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  • O presidente Lula afirmou que a prisão do brasileiro Thiago Ávila é injustificável, qualificando a ação de Israel como grave.
  • Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, espanhol, estão detidos pelas autoridades israelenses desde a última quarta-feira (29) e tiveram a detenção prorrogada até domingo (10).
  • Lula publicou a crítica no X e disse que os governos do Brasil e da Espanha exigem plena garantia de segurança e a libertação imediata dos ativistas.
  • Eles integram a segunda flotilha Global Sumud, que buscava romper o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza com entrega de ajuda humanitária.
  • Em nota conjunta, Brasil e Espanha classificaram a interceptação como sequestro em águas internacionais, próximo à Grécia, com desembarque em Creta, apontando irregularidade à lei internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prisão do brasileiro Thiago Ávila, detido em Israel, é injustificável. Ávila e o cidadão espanhol Saif Abu Keshek seguem detidos pelas autoridades israelenses desde a última quarta-feira, 29. Um tribunal local prorrogou a prisão de ambos até domingo, 10.

Lula publicou a crítica no X, destacando que a detenção em águas internacionais representa uma afronta ao direito internacional. Segundo o presidente, Brasil e Espanha exigem garantias de segurança aos ativistas e a imediata libertação.

Os ativistas integram a segunda flotilha Global Sumud, criada para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, desafiando o bloqueio israelense. A operação ocorreu no contexto de interceptação de barcos na região.

Reação diplomática

Uma nota conjunta dos governos brasileiro e espanhol, divulgada na sexta-feira, classificou o episódio como sequestro de cidadãos em águas internacionais. O comunicado afirma que as embarcações da flotilha foram abordadas enquanto passavam pela Grécia e desembarcaram em Creta, sem liberação durante a interceptação.

A nota ressalta que a ação é considerada ilegal, conforme o direito internacional, e envolve juridisções do Brasil e da Espanha. O texto também aponta que a situação acarreta riscos à integridade dos envolvidos e envolve responsabilidade das autoridades israelenses.

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