- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou a detenção de Thiago Ávila como injustificável e pediu libertação imediata.
- Thiago Ávila, junto com o ativista Saif Abu Keshek, foi detido no dia trinta ao tentar chegar à Faixa de Gaza na flotilha Global Sumud, que reunia ao menos cento e setenta ativistas.
- O governo de Israel afirma que os dois teriam ligações com o Hamas, acusação negada pelos governos brasileiro e espanhol.
- Lula, em rede social, e o governo da Espanha exigem garantias de segurança e a libertação imediata dos detidos.
- A Justiça israelense deve manter a detenção dos dois pelo menos até o domingo, nove; o Ministério das Relações Exteriores diz que trabalha pela libertação e investiga as circunstâncias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classifica a prisão do brasileiro Thiago Ávila em Israel como injustificável e pediu a libertação imediata do ativista. A detenção ocorreu em território israelense, durante a detenção de integrantes da flotilha humanitária Global Sumud. A ação foi motivada pelo suposto vínculo de Ávila com o Hamas, hipótese negada pelos governos envolvidos.
Ávila e o ativista espanhol Saif Abu Keshek foram detidos no dia 30, quando tentavam chegar à Faixa de Gaza com carga de ajuda humanitária. Enquanto Ávila permanece sob detenção, outros ativistas da flotilha foram liberados pela Grécia, segundo informações oficiais. A Justiça israelense ampliou a prisão de ambos até o domingo, 9.
Posição oficial de Israel e atuação diplomática
O governo de Israel informou que Ávila e Keshek seriam submetidos a interrogatório em Israel. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que acompanha o caso e trabalha pela libertação do ativista brasileiro, além de apurar as circunstâncias da prisão.
Segundo o MRE, o governo brasileiro mantém contato com autoridades israelenses e espanholas, para assegurar garantias de segurança aos cidadãos detidos e buscar uma solução rápida. A detenção ocorreu em meio a tensões diplomáticas relacionadas à flotilha.
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