- O vice-presidente Generaldo Alckmin informou que Lula terá reunião com Donald Trump nesta quinta-feira, em Washington, para explorar acordos em várias áreas.
- Um dos temas em destaque será um possível acordo de combate ao crime organizado transnacional, incluindo controle de fluxo financeiro e cooperação em investigações.
- O acordo, chamado projeto MIT, seria encabeçado pela Receita Federal brasileira e pela Polícia Federal, com participação do U.S. Customs and Border Protection (CBP).
- A ideia previa ações conjuntas sobre combustíveis, drogas e armas, visando intercâmbio de informações e operações entre Brasil e Estados Unidos.
- Além do crime organizado, a agenda incluiria temas como investimentos americanos, regulação de big techs e cooperação em áreas como terras raras, data centers e políticas tarifárias.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a reunião entre Lula e Trump, prevista para ocorrer nesta quinta-feira, 7, em Washington, pode render acordos em diversas áreas. O foco inicial é o combate ao crime organizado, com ênfase no controle de fluxo financeiro de organizações transnacionais. A pauta inclui também temas de tecnologia e economia.
Segundo Alckmin, Lula não vê temas proibidos na conversa com o presidente americano. Entre os assuntos, o controle de recursos financeiros, investigações conjuntas e cooperação para interceptação de cargas ilícitas são citados como prioritários para o entendimento entre os dois países.
Alckmin destacou que o encontro deve discutir um novo acordo de combate ao crime organizado, sinalizando potencial parceria entre Brasil e EUA para atuação conjunta contra organizações transnacionais. O acordo seria coordenado pela Receita Federal brasileira, com parceria do CBP americano, visando ações em áreas como combustíveis, drogas e armas.
Agenda e contexto da cooperação
A reunião ocorre em meio à assinatura, em abril, de um acordo de cooperação entre Brasil e EUA para intensificar o combate ao crime organizado transnacional, incluindo compartilhamento de informações em tempo real. Esse quadro integra a agenda bilateral de Lula e Trump para ampliar cooperação na área.
O projeto MIT, citado como formato de cooperação, prevê atuação conjunta para interromper operações de criminosos em pontos de transbordo, com notificações rápidas ao país de origem. A iniciativa busca ampliar investigações e facilitar ações rápidas entre as autoridades.
O governo dos EUA já havia sinalizado interesse em classificar facções brasileiras como terroristas, o que não foi aceito pelo governo brasileiro. A cooperação enfatiza o intercâmbio de informações e a atuação coordenada entre as agências responsáveis pela segurança internas.
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