- Macron afirmou que todas as opções estão sobre a mesa para responder às tarifas dos EUA sobre automóveis da União Europeia.
- Trump anunciou o aumento das tarifas para carros e caminhões produzidos no bloco europeu para 25%, alegando descumprimento de acordo comercial.
- A UE chegou a um acordo comercial limitado com os Estados Unidos, reduzindo as tarifas do Dia da Libertação para 15%, em troca da redução zero das tarifas sobre bens industriais e alguns agrícolas.
- Autoridades da UE criticaram a lentidão na implementação do acordo; a aprovação ocorreu no início deste ano, com resistências ligadas a outros temas envolvendo a Groenlândia.
- A associação alemã VDA pediu negociações rápidas entre EUA e UE; a Alemanha afirmou que coordenará com a UE a resposta às tarifas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou as tarifas sobre carros e caminhões produzidos na União Europeia para 25%. Em resposta, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França apoia o comércio livre e justo e que todas as opções estão sendo consideradas para reagir.
Questionado sobre a decisão, Macron afirmou a jornalistas na Armênia que acordos precisam ser respeitados. Caso haja ruptura, ele indicou que tudo pode ser reaberto, e citou que a UE dispõe de instrumentos para agir.
O cenário envolve um acordo comercial anterior entre EUA e UE, que reduziu as tarifas em parte e estabeleceu barreiras para alguns itens. O acordo previa 15% para exportações europeias de automóveis, farmacêuticos e semicondutores aos EUA, e zero para certos bens industriais e agrícolas.
Pouco antes, a UE aprovou o pacto, mas sua implementação foi lenta, gerando frustração entre autoridades americanas. A imprensa apontou que a votação ficou condicionada a temas como a campanha de Trump envolvendo a Groenlândia.
Reação de indústria e próximos passos
A associação alemã de Automobilistas, a VDA, pediu negociações rápidas entre EUA e UE para manter o acordo vigente. Hildegard Mueller, presidente da VDA, ressaltou que tarifas adicionais elevam custos e podem impactar consumidores.
A Alemanha informou que coordenará a resposta da UE às tarifas com os demais membros, buscando alinhamento de posição. O governo alemão enfatizou a necessidade de manter o comércio estável entre as duas regiões.
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