- A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou ter sido alvo de deepfakes sexuais criados por IA e divulgados por opositores fanáticos.
- Ela escreveu no X que as deepfakes são uma ferramenta perigosa que pode enganar, manipular e atacar qualquer pessoa, e pediu verificação antes de acreditar ou compartilhar.
- Meloni destacou que a questão vai além dela e que, hoje, qualquer pessoa pode ser vítima desse tipo de conteúdo.
- Em dois mil e vinte e quatro, ela pediu indenização de cem mil e duzentos euros em ação civil contra dois homens acusados de publicar vídeos deepfake com seu rosto durante a campanha de dois mil e vinte e dois.
- Os réus foram identificados pela polícia a partir de celulares usados para editar os vídeos; Meloni é a primeira mulher a liderar a Itália.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou nesta terça-feira, 5, ter sido alvo de deepfakes sexuais criados com IA. As imagens manipuladas foram divulgadas como reais por um opositor. O relato foi feito por meio de X, antigo Twitter, onde Meloni alertou sobre os riscos da ferramenta.
Meloni descreveu as deepfakes como perigosas porque podem enganar, manipular e atacar qualquer pessoa. Ela pediu que usuários verifiquem conteúdos antes de acreditar e compartilhá-los, ressaltando que hoje o ataque pode acontecer com qualquer pessoa.
Histórico de casos envolvendo Meloni
Em 2024, Meloni moveu uma ação civil disputando uma indenização de cerca de 540 mil reais. Dois homens foram acusados de ter publicado vídeos deepfake com o rosto da líder durante a campanha de 2022. A polícia rastreou os responsáveis pelos celulares usados na edição dos vídeos.
Os vídeos mostravam montagens no rosto da premiê em posições de rosto de atrizes de produções pornográficas. A divulgação ocorreu durante a campanha eleitoral, na qual Meloni emergiu como líder do partido Irmãos da Itália, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no país.
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