- A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, está hospitalizada sob escolta há cinco dias por um problema cardíaco, segundo seus apoiadores.
- Mohammadi, 54 anos, já enfrentou prisão alternando entre casa e cadeia por décadas devido ao ativismo, e foi detida pela última vez em dezembro durante um funeral.
- Segundo seus apoiadores, ela sofreu duas supostas infartos em 24 de março e 1º de maio na prisão de Zanjan, no norte do Irã, e foi levada para o hospital, permanecendo sob vigilância.
- A equipe jurídica afirma que houve uma deterioração sem precedentes da saúde de Mohammadi e solicita a transferência para Teerã para tratamento por sua equipe médica, sem sinais de mudança de local.
- Os apoiadores pedem que o Ministério das Relações Exteriores francês e o presidente Emmanuel Macron atuem com firmeza, já que a família mora em Paris.
Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, permanece hospitalizada sob guarda após cinco dias, com uma condição cardíaca relatada por seus apoiadores. A ativista está entre a vida e a morte, segundo a advogada que a representa, em Paris.
A defesa afirma que Mohammadi já sofreu dois ataques cardíacos suspeitos na prisão, em 24 de março e 1 de maio, na penitenciária de Zanjan, no norte do Irã. Ela foi transferida para o hospital após o incidente mais recente, mas segue sob vigilância permanente.
A última detenção ocorreu em dezembro, após ela denunciar o regime em o funeral de um advogado, conforme relato de seus apoiadores. A situação de saúde é descrita como uma deterioração sem precedentes, com óbvia perda de peso e dificuldades de fala.
Estado de saúde e pedido de transferência
Segundo Chirinne Ardakani, advogada de Mohammadi, a defesa busca transferência para Teerã, para tratamento pela equipe médica da própria clínica da ativista. Não há indicativo de mudanças de localização até o momento.
Jonathan Dagher, da RSF, grupo de liberdade de imprensa, disse que é a primeira vez que se reconhece risco de morte. A organização reiterou a urgência de intervenção para evitar mais agravamento da situação.
Muitos apoiadores ressaltam que os filhos gêmeos adolescentes e o marido residem em Paris, e apelam a ações diplomáticas, inclusive ao governo francês, para maior firmeza na defesa da ativista. A família não comanda declarações públicas adicionais.
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