- O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse que o Irã não controla o Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA ergueram um “domo” de vigilância com navios, aviões de guerra e drones para garantir a passagem de navios comerciais.
- O anúncio ocorre junto com o lançamento do “Projeto Liberdade”, operação para escoltar cargueiros no Golfo Pérsico após o estreito ter sido fechado pelo Irã.
- Segundo a UK Marine Trade Operations (UKMTO), mais de vinte mil marinheiros em cerca de 1.550 embarcações ficaram ilhados na região.
- O Irã diz que controla o estreito, enquanto os EUA afirmam o contrário e destacam ataques a navios militares e comerciais.
- Houve ataques a instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, denunciados como escalada perigosa, com o governo do país prometendo resposta.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirma que o Irã não controla o Estreito de Ormuz, apesar das acusações de Teerã. Em coletiva, disse que os Estados Unidos criaram um “domo” de presença militar sobre a passagem para assegurar a travessia de navios comerciais.
A operação militar, chamada Projeto Liberdade, foi anunciada pelo presidente Donald Trump para escoltar cargueiros no Golfo Pérsico, diante do fechamento do estreito pela região. Segundo a UKMTO, mais de 20 mil marinheiros estão alocados em cerca de 1.550 embarcações.
Hegseth insistiu que a passagem permanece livre, ressaltando que o Irã está envergonhado com as acusações de controle. O chefe do Pentágono disse ainda que a atuação contra o suposto uso do estreito pela prática de extorsão internacional deve encerrar esse comportamento.
Ele afirmou não buscar conflito, mas deixou claro que o uso de força pode ocorrer em caso de ataques a navios comerciais. Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, avaliou que as ações iranianas têm sido de baixo nível, caracterizadas como assédio.
Desde o início do confronto, em 28 de fevereiro, o Irã diz controlar Ormuz, enquanto os EUA relatam ataques a alvos militares e civis na região. Um episódio recente envolveu ações contra barcos militares e comerciais, segundo relatos internacionais.
Registros indicam ataques também a instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, que calificaram a escalada como perigosa e afirmaram ter direito de resposta, amplificando a tensão na região.
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