- A filha de Kim Jong-un, Kim Ju-ae, tem sido vista usando marcas de luxo ocidentais, apesar da proibição de cultura externa na Coreia do Norte.
- Ju-ae fez sua estreia oficial aos nove anos, em novembro de 2022, ao lado do pai diante de um míssil balístico intercontinental, reforçando a imagem de possível sucessora.
- Em 2023, ela apareceu com uma jaqueta preta acolchoada associada a uma compra de US$ 1.900 da grife Christian Dior, fenômeno comentado na imprensa.
- Vídeos e relatos de 2024 e 2025 destacam looks que incluem jaquetas de couro e penteados mais sofisticados, interpretados como parte de uma diferenciação de status.
- Especialistas apontam que o estilo de Ju-ae, semelhante ao de Ri Sol-ju, sinaliza uma estratégia de imagem voltada à liderança, com impactos na percepção pública e na propaganda do regime.
A filha de Kim Jong-un tem sido fotografada com marcas de luxo ocidentais, consideradas proibidas na Coreia do Norte. Ju-ae, nascida em 2013, tem aparecido ao lado do pai em ocasiões oficiais, reforçando a imagem de possível sucessora ao redor do regime.
Segundo relatos, o uso de couro, ternos alinhados e vestuário sofisticado não seria apenas moda, mas parte de uma estratégia de transmissão de status. A imprensa norte-coreana tem veiculado registros da jovem em eventos oficiais desde 2022.
O contexto histórico inclui leis que restringem cultura externa. Em 2020, a Coreia do Norte aprovou dispositivos contra ideologias visadas como reacionárias. Mesmo assim, Ju-ae apareceu com peças de grifes ocidentais em 2023 e 2024.
Em 2023, surgiu a primeira filmagem pública com Ju-ae vestindo jaqueta preta de uma grife de luxo, após o anúncio de projetos residenciais em Pyongyang. Em 2025, houve registro de casaco de pele em presença do pai, em viagem a uma província norte-coreana.
Especialistas analisam o fenômeno como uma sinalização de diferenciação social. A filha e a primeira-dama Ri Sol-ju são apontadas como parte de uma estratégia de imagem que contrasta com a população comum, segundo o debate público.
A prática de vestir roupas ocidentais contrasta com a proibição geral de itens de luxo por parte da população. Observadores destacam que, mesmo com restrições legais, o poder central controla a narrativa visual de Ju-ae para indicar liderança futura.
Profissionais ouvidos por veículos internacionais ressaltam que o estilo de Ju-ae não se limita ao lado materno. A comunicação oficial sugere uma relação entre o guarda-roupa de Ju-ae e a atuação da propaganda estatal na construção de uma liderança jovem, com foco na continuidade do regime.
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