- A Organização Mundial da Saúde investiga suspeita de transmissão de hantavírus de pessoa para pessoa a bordo do navio de cruzeiro Hondius, com sete casos confirmados ou sob suspeita.
- Dois mortos são um casal holandês e um cidadão alemão; um cidadão britânico foi evacuado e está em terapia intensiva na África do Sul; outros dois casos ainda estão a bordo.
- A hipótese é de que o caso inicial ocorreu fora do navio, possivelmente na Argentina, com transmissão entre pessoas muito próximas a bordo.
- O navio está isolado próximo a Cabo Verde; não pode desembarcar, e há planos de evacuar os pacientes a Holanda antes de seguir para as Ilhas Canárias.
- O hantavírus Andes é a cepa em investigação; testes seguem em andamento; não há ratos reportados a bordo e procedimentos de desinfecção estão sendo realizados.
Um casal holandês e um cidadão alemão morreram por hantavírus a bordo de um cruzeiro de expedição, com um passageiro britânico evacuado e hospitalizado na África do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa entre contatos próximos, mas o risco para o público permanece baixo.
O navio MV Hondius permanece isolado próximo a Cabo Verde, na costa oeste da África. Não há autorização para desembarque de passageiros, segundo autoridades locais, e a OMS confirmou que o foco é evacuar os dois passageiros doentes que ainda estão a bordo para a Holanda.
Segundo a OMS, o caso inicial ocorreu fora do navio, possivelmente durante atividades de observação de aves na Argentina, onde o cruzeiro teve início em Ushuaia no sul do país. A empresa Oceanwide Expeditions confirmou que o barco partiu de lá em março.
À frente, o hospital de Joanesburgo confirmou o paciente britânico positivo para hantavírus. A Holanda confirmou o vírus na mulher holandesa que morreu, e autoridades argentinas e sul-africanas seguem com o rastreamento de contatos.
No total, cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do Hondius, que percorreu a Península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristan da Cunha. O cruzeiro é vendido como expedição de natureza com valores entre 14 mil e 22 mil euros.
A OMS informou que procedimentos de desinfecção são realizados a bordo e que não há relatos de ratos no navio. O foco é monitorar contatos e reforçar o uso de equipamentos de proteção para quem lida com pacientes.
A OMS acrescentou que, embora haja transmissão entre pessoas em casos raros, o risco para o público é baixo, e que a suspeita envolve a cepa hantavírus Andes presente na região. Testes adicionais estão em andamento para confirmar o vírus envolvido.
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