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Tecnologia da empresa de Musk ajuda Irã a contornar apagão de internet

Starlink chega ao Irã como válvula de escape ao apagão digital; contrabando de terminais cresce e punições chegam a até dez anos de detenção

Terminais da Starlink podem ser conectados a roteadores e oferecem acesso à internet
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  • Terminais Starlink são contrabandeados para o Irã e usados para acessar a internet via satélite, contornando o apagão impresso pelo governo.
  • O bloqueio digital no país já dura mais de dois meses, desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel em vinte e oito de fevereiro.
  • A organização de defesa dos direitos humanos Witness aponta pelo menos cinquenta mil terminais Starlink no Irã, com crescimento desde dois mil e vinte e dois.
  • O governo iraniano aprovou leis com penas de até dois anos de prisão para uso, compra ou venda dos aparelhos; importar ou distribuir mais de dez unidades pode render até dez anos de detenção.
  • Casos de prisões relacionadas ao comércio desses terminais têm sido reportados pela imprensa, incluindo quatro pessoas detidas em abril.

Uma rede de contrabando está trazendo equipamentos de internet via satélite para o Irã, permitindo que usuários contornem o apagão digital imposto pelo governo. Terminais da Starlink, da SpaceX, são vendidos clandestinamente e conectados a roteadores para acessar a web fora dos controles oficiais. A BBC cita as informações.

A tecnologia é proibida no Irã e o uso segue sob forte vigilância estatal. O país enfrenta um dos bloqueios de internet mais duradouros do mundo, iniciado após a guerra com EUA e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o acesso tem ficado restrito por longos períodos.

Segundo fontes ouvidas pela BBC, vários usuários conseguem conectar-se a partir de cada terminal, que é contrabandeado pelas fronteiras em uma operação descrita como complexa. Detalhes sobre o funcionamento do esquema não foram revelados pelas fontes.

Em janeiro, a organização de defesa dos direitos humanos Witness estimou ao menos 50 mil terminais Starlink no Irã, número que pode ter crescido desde 2022. Naquele ano, Musk anunciou a ativação da Starlink no país durante protestos ligados à morte de Mahsa Amini.

Frente à possível expansão, o governo iraniano aprovou leis com punições severas para quem utiliza, compra ou vende os equipamentos. As penalidades vão até dois anos de prisão; a importação ou distribuição de mais de dez dispositivos pode chegar a dez anos de detenção.

A imprensa estatal tem noticiado prisões relacionadas a esse comércio de terminais, incluindo quatro pessoas detidas em abril sob acusação de importar equipamentos de internet via satélite. A repressão acompanha o histórico iraniano de controle da informação.

Com o apagão digital em curso, apenas autoridades, jornalistas e alguns grupos restritos mantêm acesso irrestrito à internet. A expansão de tecnologias de conectividade fora do controle oficial gera tensão entre o governo e usuários que buscam alternativas de comunicação.

Observação: informações com base em reportagens da BBC.

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