- Tribunal israelense prorroga a prisão preventiva de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek até, pelo menos, o próximo domingo (10).
- Eles são acusados de manter ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos, suspeita de operar em nome do Hamas.
- Os ativistas faziam parte de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza; a interceptação ocorreu em águas internacionais perto da Grécia, com outros 175 ativistas libertados na Grécia e os dois levados a Israel.
- A Adalah relata interrogatórios de até oito horas e alegações de maus-tratos; o governo israelense nega as acusações.
- O Itamaraty e o governo espanhol divulgaram nota condenando o que chamam de sequestro e exigem o retorno seguro de Ávila e Keshek. A flotilha afirma que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza.
Dois ativistas, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, tiveram a prisão mantida pela Justiça de Israel até pelo menos o próximo domingo, 10 de maio. Eles integravam uma flotilha que buscava levar suprimentos a Gaza e foram detidos em território israelense após a interceptação no mar, na região próxima à Grécia. A decisão foi anunciada por uma ONG que acompanha o caso, em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv.
Segundo a Adalah, a organização de defesa de direitos humanos que representa a minoria árabe em Israel, os dois passaram por interrogatórios de até oito horas. As acusações oficiais apontam ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, entidade sancionada pelos EUA por supostas ações em nome do Hamas. O governo israelense nega abusos e sustenta as acusações.
A flotilha, com mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio a Gaza e levar ajuda humanitária. A interceptação ocorreu em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira. Do grupo detido, apenas Ávila e Keshek permanecem presos; o restante foi libertado na Grécia.
O Itamaraty, em nota conjunta com o governo espanhol, condenou o que chamou de sequestro de cidadãos em águas internacionais e pediu o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek com garantias de segurança. O texto ressalta que a ação viola o direito internacional e pode ser levada a cortes internacionais.
Os organizadores da flotilha descrevem a operação como uma intervenção fora da jurisdição do direito internacional, afirmando que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. A flotilha já havia sido alvo de ampla atenção mundial em 2025, quando parte dos membros foi detida no mar e deportada.
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