- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 4, que o papa Leão XIV coloca os católicos “em perigo” por acreditar que não há problema em o Irã ter arma nuclear.
- A declaração ocorreu durante entrevista ao programa do comentarista Hugh Hewitt, na qual Trump falava sobre sua viagem à China prevista para a próxima semana.
- Trump disse que, se depender do papa, ele acha normal o Irã ter arma nuclear.
- O presidente já havia feito críticas públicas ao líder da Igreja Católica nas últimas semanas, chamando-o de fraco e péssimo e dizendo não ser fã dele.
- O papa Leão XIV afirmou que a missão da Igreja é defender a paz e condenou a guerra, acrescentando que não tem medo do governo Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar uma autoridade religiosa, afirmando que o papa Leão XIV coloca os católicos em perigo por defender que o Irã possa possuir arma nuclear. A declaração foi feita em 4 de abril, durante entrevista no programa do comentarista Hugh Hewitt, em Washington, DC. Trump mencionou a viagem à China prevista para a próxima semana e relacionou a posição do Vaticano a riscos internacionais.
Na conversa, Hewitt sugeriu que o pontífice deveria abordar também o caso do empresário Jimmy Lai, preso em Hong Kong desde 2022 por conspiração contra a segurança nacional chinesa. O ex-presidente repetiu críticas sobre o líder católico, dizendo que ele parece considerar aceitável o Irã ter armas nucleares e que isso coloca muitas pessoas em perigo.
Trump já havia feito ataques públicos ao papa em semanas anteriores, chamando-o de fraco e péssimo, além de manifestar que não é fã dele. As declarações ocorrem em meio a tensões entre Washington e instituições religiosas sobre temas de política externa e paz mundial.
Posicionamento do Vaticano
Leão XIV, por sua vez, não sustenta a ideia de que o Irã deva possuir armas nucleares. O pontífice já condenou guerras e defendeu negociações de paz, reiterando que a missão da Igreja é promover a paz mundial. Em resposta às críticas, o papa afirmou que não teme pressões externas.
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