- O secretário de Guerra dos EUA, Peter Hegseth, foi evasivo ao ser questionado sobre a possibilidade de o Irã usar golfinhos para atacar navios no Estreito de Ormuz.
- A dúvida ganhou força após uma reportagem do The Wall Street Journal mencionar a estratégia iraniana para fechar o estreito, citando a possibilidade de minas e, entre elas, o uso de golfinhos treinados.
- Historicamente, a Marinha dos Estados Unidos treina mamíferos marinhos desde os anos sessenta para detectar e localizar objetos submersos, com foco em detecção por sonar natural.
- Não há evidência confiável de que golfinhos já tenham sido usados para explodir navios; relatos apontam usos em vigilância, desminagem e operações em guerras passadas.
- A narrativa sobre golfinhos kamikazes é amplamente vista como ficção ou especulação, com referências a casos do passado e sem confirmação de planos atuais.
O secretário de Guerra Pete Hegseth foi questionado sobre a possibilidade de o Irã usar golfinhos treinados como ataques kamikazes a navios no Estreito de Ormuz. Ele respondeu de modo evasivo, sem confirmar nem negar a hipótese, durante uma coletiva com o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
A entrevista surgiu após reportagens que discutiram estratégias iranianas para fechar o Estreito. A matéria citou a instalação de minas e mencionou a hipótese de uso de golfinhos treinados para operações marítimas.
A história ganha raízes históricas. A ideia de golfinhos para fins militares já apareceu em registros da Marinha dos EUA, que desde os anos 1960 treina mamíferos para detectar objetos no mar. Fontes da imprensa lembram usos anteriores em guerras e operações.
Contexto histórico de uso de mamíferos marinhos
Ao longo de décadas, golfinhos e leões-marinhos foram empregados para localizar objetos submersos, marcar pontos e apoiar operações portuárias. O sonar natural dos animais facilita a detecção de minas e minas flutuantes.
Limites atuais da avaliação
Especialistas destacam que, embora haja histórico de treinamentos, não há evidência confiável de que golfinhos sejam empregados para explodir navios. A narrativa recente mistura fatos históricos com especulações recentes.
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