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Chanceler do Irã visita a China e destaca parceria mais forte

Chanceler iraniano afirma parceria com a China será “mais forte do que nunca” em meio a divergências com EUA e tensão regional

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, com o seu homólogo chinês, Wang Yi, em encontro em Pequim (Foto: Perfil de Abbas Araghchi no Telegram/EFE)
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  • O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reuniu-se em Pequim com o ministro chinês Wang Yi e disse que a parceria entre Irã e China ficará mais forte no futuro.
  • Araghchi descreveu a China como “amigo sincero de Teerã” e afirmou que, dadas as circunstâncias, a cooperação entre os dois países deve crescer.
  • O encontro ocorreu após acusações dos EUA de que a China financia terrorismo ao comprar petróleo do Irã, com a China destacando que compra boa parte da energia iraniana.
  • Sobre negociações com Washington, o chanceler iraniano disse que Teerã aceitaria apenas um acordo justo e abrangente para encerrar a guerra.
  • Wang Yi afirmou que Pequim espera resposta rápida para restabelecer a navegação em Ormuz e reiterou apoio ao direito do Irã ao uso pacífico da energia nuclear; Araghchi também visitou a Rússia antes da viagem a Pequim, encontrando-se com Vladimir Putin.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi reuniu-se nesta quarta-feira (6) em Pequim com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. O objetivo foi discutir a parceria entre Teerã e Pequim, com Araghchi afirmando que a relação entre os dois países será mais forte no futuro próximo.

De acordo com agências iranianas, o ministro afirmou que a China é um amigo sincero de Teerã e que, nas circunstâncias atuais, a cooperação bilateral tende a crescer ainda mais.

Na véspera, segunda-feira (4), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou a China de financiar o terrorismo ao comprar petróleo do Irã. A declaração foi dada em entrevista à Fox News.

O governo americano também pediu que Pequim contribuísse para a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica hoje restrita e que, no passado, foi responsável por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.

Araghchi afirmou, em relação às negociações com Washington, que Teerã só aceitaria um acordo justo e abrangente para encerrar o conflito.

Segundo a CNN, um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China apontou que Wang Yi disse esperar resposta rápida das partes envolvidas aos apelos da comunidade internacional para restabelecer a navegação por Ormuz. O chanceler chinês também reiterou o apoio ao direito do Irã ao uso pacífico da energia nuclear, ao mesmo tempo em que elogiou o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares.

O ministro chinês classificou a ofensiva militar entre EUA e Israel como ilegítima e ressaltou que a China defende a retomada das negociações sem demora. A partir de Pequim, Wang afirmou que a China valoriza o voltado pacífico do Irã e sua energia nuclear de uso pacífico.

O atual conflito envolvendo EUA e Israel, com o Irã, tem como justificativa a pretensa obtenção de armamento nuclear pelo Irã, uma versão contestada por Teerã. Em 7 de abril, houve um cessar-fogo declarado, ainda marcado por tensões regionais.

Antes de chegar a Pequim, Araghchi esteve na Rússia, onde se encontrou no final de abril com o presidente Vladimir Putin em São Petersburgo.

Contexto geopolítico

  • A visita ocorre em um momento de acirramento regional e de contatos entre Teerã e Pequim para afinarem posições estratégicas.
  • A China tem observado o cenário com interesse econômico e político, buscando ampliar sua influência na região.
  • A postura de Washington permanece de pressão sobre o Irã, com debates sobre o papel de aliados regionais e o controle de recursos energéticos.

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