- O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou à China para encontro com o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, nesta quarta-feira, cerca de uma semana antes de Trump seguir para o encontro com Xi Jinping.
- A visita, realizada a convite de Pequim, ocorre em meio a tensões ligadas ao conflito entre Irã e EUA e ao risco para a matriz energética chinesa por causa do Estreito de Hormuz.
- O Irã afirmou que a viagem busca dar continuidade a consultas diplomáticas e tratar das relações bilaterais e internacionais, incluindo negociações com os Estados Unidos.
- A China reforçou a posição de buscar o fim das hostilidades e reconheceu o direito do Irã ao desenvolvimento pacífico de energia atômica, mantendo postura de mediação e defesa de soberania.
- Washington pressiona Pequim a atuar para abrir o Estreito de Hormuz, enquanto a China, buscando manter neutralidade, tem utilizado instrumentos para mitigar sanções americanas a empresas chinesas ligadas ao petróleo iraniano.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi chegou à China a convite de Pequim para se reunir com Wang Yi nesta quarta-feira, 6. O encontro ocorre cerca de uma semana antes da viagem de Donald Trump à China para conversar com Xi Jinping. O objetivo é manter consultas diplomáticas e discutir relações bilaterais e questões internacionais.
A visita acontece em meio a tensões no Irã e a um esforço chinês para evitar uma escalada. A China busca contribuir para a desescalada do conflito e manter estabilidade energética, considerando que parte do petróleo que passa pelo Estreito de Hormuz tem destino na China. Washington cobra que a China pressione Teerã pela reabertura do estreito.
Encontro com Wang Yi
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, cumprimentou Araghchi na capital. Segundo a China, a reunião tratou do andamento das negociações com os EUA e da defesa dos direitos iranianos, além de discutir a questão nuclear.
Araghchi afirmou desejar um acordo justo e abrangente, ressaltando a proteção de direitos e interesses legítimos nas negociações. A China reiterou apoio à soberania iraniana e à segurança nacional, segundo relato oficial.
Hormuz e agenda regional
A nota iraniana não confirmou a afirmação de que a reabertura do Estreito de Hormuz estaria próxima. Pequim destacou a necessidade de evitar novas crises e manter a estabilidade regional.
Washington pediu à China maior atuação diplomática para abrir Hormuz à navegação internacional. Pequim tem grande influência sobre Teerã e mantém relações diplomáticas estáveis, com cooperação econômica crescente nos últimos anos.
A reunião entre Araghchi e Wang ocorre enquanto Trump se aproxima do encontro com Xi, previsto para os dias 14 e 15 de maio, marcando mais um capítulo da busca por uma trégua na disputa comercial entre EUA e China.
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