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China defende direito do Irã de buscar energia nuclear

China defende direito do Irã à energia nuclear e cobra cessar-fogo abrangente entre EUA e Teerã em encontro em Pequim

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reúne com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em Pequim 6 de maio de 2026
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  • O ministro chinês de Relações Exteriores afirmou que EUA e Irã devem estabelecer um cessar-fogo abrangente, e que Teerã tem direito ao uso pacífico da energia nuclear.
  • Wang Yi se reuniu com Abbas Araghchi, em Pequim, em um encontro presencial ocorrida nesta quarta-feira, o primeiro desde o início da guerra.
  • Pequim disse que a cessação das hostilidades não pode esperar e ressaltou a retomada rápida da navegação no Estreito de Ormuz.
  • Wang Yi afirmou que o Irã deve manter o compromisso de não possuir armas nucleares, reconhecendo o direito iraniano ao uso pacífico da energia nuclear.
  • O encontro ocorre dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim, em meio à tensão envolvendo o Estreito de Ormuz e o controle das passagens.

China defende o direito do Irã de buscar energia nuclear e pede cessar-fogo abrangente entre EUA e Teerã, em encontro em Pequim nesta quarta-feira, 6. O chanceler chinês reuniu-se com o secretário de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em sua primeira reunião presencial desde o início do conflito que afeta o abastecimento global de energia.

Wang Yi afirmou que a China apoia o uso pacífico da energia nuclear pelo Irã, desde que haja cumprimento de compromissos internacionais. O ministro ressaltou que a cessação completa das hostilidades não pode atrasar, e que a retomada da guerra é indesejável. O diálogo ocorreu dias antes de uma visita programada do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim.

O chanceler chinês também destacou o compromisso do Irã com a não proliferação de armas nucleares, ao mesmo tempo em que reconheceu o direito legítimo do Irã ao uso pacífico da energia nuclear, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

O que está em jogo no Estreito de Ormuz

Desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A navegação tem ficado sob controle iraniano, com cobrança de taxa para a passagem, elevando tensões na rota estratégica de energia. As autoridades chinesas pedem resposta rápida à comunidade internacional para restabelecer a navegação normal e segura.

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