- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu um cessar-fogo abrangente na guerra entre os Estados Unidos e o Irã, dizendo que está profundamente consternado com as hostilidades.
- A declaração ocorreu após a reunião de Wang Yi com o ministro iraniano Abbas Araghchi, no contexto de esforços para encerrar o conflito que já dura mais de dois meses no Oriente Médio.
- Araghchi afirmou que o encontro abordou a situação do Estreito de Ormuz e a necessidade de respeitar os direitos iranianos, além de discutir avanços diplomáticos e negociações mediadas pelo Paquistão.
- Segundo o ministro iraniano, os amigos chineses veem o Irã pós-guerra de forma diferente do Irã anterior ao conflito, com posição internacional fortalecida e perspectivas de cooperação ampliada.
- A visita de Araghchi ocorre antes da viagem de Donald Trump a Pequim para uma cúpula com o presidente Xi Jinping, marcada para os dias catorze e quinze de maio.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu um cessar-fogo abrangente entre EUA e Irã e afirmou estar “profundamente consternado” com as hostilidades. A declaração ocorreu após reunião com o colega iraniano Abbas Araghchi.
Wang Yi e Araghchi conversaram nesta quarta-feira, 6, sobre a situação no Oriente Médio e a importância da rota do Estreito de Ormuz. O Irã quer respeitar seus direitos e discute o tema com Beijing, segundo Araghchi.
O governo dos EUA tem feito pressão para que a China incentive o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global. A China mantém laços econômicos e políticos próximos a Teerã.
Araghchi, em mensagens publicadas no Telegram, disse que os chineses veem o Irã do pós-guerra de forma diferente e destacaram avanços na posição internacional do país. A narrativa aponta para uma mudança de cooperação com outras nações.
A visita de Araghchi à China ocorre antes da prevista viagem de Donald Trump a Pequim, para uma cúpula com Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio. Caso confirmada, seria a primeira viagem de um presidente dos EUA ao país desde 2017.
Contexto regional
- A reunião ressalta o papel da China como ator diplomático no conflito entre EUA e Irã.
- A análise também envolve esforços de mediação mediada pelo Paquistão, segundo o governo iraniano.
- O desfecho da tensão no Estreito de Ormuz segue como tema de atuação internacional e negociações futuras.
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