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China pressiona Zâmbia e cancela conferência sobre direitos digitais

RightsCon é cancelada na Zâmbia após pressão chinesa, mostrando como dependência de crédito pode interferir em eventos globais de direitos digitais

Pessoas posam para foto durante a RightsCon em Taipé, Taiwan, em fevereiro de 2025
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  • A RightsCon de 2026, maior conferência de direitos digitais, foi cancelada em Lusaca, Zâmbia, após pressão do governo chinês devido à participação de taiwaneses.
  • A Access Now afirmou que havia um memorando com o Ministério de Tecnologia e Ciência da Zâmbia e que diplomatas chineses pressionavam o país.
  • Oficiais de imigração teriam informado aos participantes que o evento havia sido cancelado; a imprensa estatal anunciou o adiamento sem consulta prévia.
  • A primeira comunicação oficial do ministério chegou por WhatsApp e citou que a condição para seguir era moderar temas e barrar taiwaneses na participação.
  • A Zâmbia mantém fortes vínculos econômicos com a China, incluindo empréstimos e acordos de energia, além de ter center de conferências reformado com doação chinesa; o caso sugere como dependência financeira pode influenciar eventos globais.

A RightsCon, maior conferência global de direitos digitais, não ocorreu em 2026. Em Lusaca, Zâmbia, a organização Access Now informou o cancelamento, citando pressão do governo chinês. O evento reuniria 2.600 participantes presenciais e 1.100 online.

A organização afirma que havia um memorando com o Ministério de Tecnologia e Ciência do país. Em 27 de abril, diplomatas chineses teriam pressionado Lusaca por causa da participação de taiwaneses.

Imigração começou a avisar os participantes sobre o cancelamento, e na noite de 28 de abril a mídia estatal anunciou o adiamento. A primeira comunicação oficial do ministério chegou por WhatsApp no dia seguinte.

Contexto econômico e político

A Zâmbia mantém vínculos econômicos significativos com a China, superiormente financiados. Dias antes, foi assinado acordo de US$ 1,5 bilhão com uma estatal chinesa para ampliar capacidade energética.

O centro de conferências recebeu uma reforma em 2022, financiada com 30 milhões de dólares do governo chinês. Em 2025, a RightsCon ocorreu em Taipé, sem relatos de pressão pública parecida.

Implicações para direito digital

Caso as alegações se confirmem, a dependência de crédito chinês pode permitir interferência em eventos internacionais onde Pequim tem presença financeira expressiva. Risco de afastamento de países do Sul Global do debate sobre direitos digitais.

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