- O executivo da Mazda Europa afirma que o setor automotivo vive uma crise intensa e que há necessidade de um novo equilíbrio com alianças de longo prazo entre fabricantes.
- Ten Brink destaca fatores como políticas climáticas, competição de chinesas e tensões geopolíticas, citando aranceles europeus sobre veículos estrangeiros.
- A empresa aposta em alianças estratégicas, sem planos de fusões, para enfrentar diferentes preferências tecnológicas regionais e exigir investimentos adicionais.
- Mazda mantém foco na chamada “estratégia de multisolúción”, com motores a combustão, híbridos, híbridos plug-in e elétricos de alcance estendido, sem data para abandonar combustíveis fósseis na Europa.
- O executivo cita acordos existentes com a chinesa Changan e comenta a participação de várias marcas no mercado espanhol, com desafios de competitividade e credibilidade no atendimento ao cliente.
O presidente de Mazda Europa diz que o setor automotivo vive uma crise profunda e que é preciso buscar um novo equilíbrio. O comentário foi feito durante entrevista a CincoDías, na Fundação Ortega-Marañón, em Madrid. Segundo Martijn ten Brink, o mercado está sob pressão e há um “tornado” em curso no setor.
A liderança ressalta que a crise resulta de políticas regulatórias, da entrada de novos concorrentes, especialmente chineses, e de tensões geopolíticas que afetam tarifas e investimentos. Ten Brink afirma que alianças estratégicas de longo prazo são essenciais para o futuro do negócio, descartando a necessidade de fusões.
Alianças estratégicas e escolhas tecnológicas
Ten Brink afirma que não basta atuar isoladamente, pois as regiões têm preferências tecnológicas diferentes. A Mazda já mantém acordos relevantes com a chinesa Changan, que fabrica o novo sedã elétrico Mazda 6e. A empresa analisa possíveis estruturas para manter competitividade no continente.
Changan também avalia fabricar na Europa para evitar tarifas sobre veículos elétricos importados. O mercado espanhol já recebe várias marcas chinesas, o que aumenta a competição. O executivo ressalta que, para sustentar o negócio, é preciso oferecer rede de concessionárias e serviços de pós-venda de qualidade.
Desempenho de mercado e mobilidade
Dados da ACEA indicam queda na demanda europeia, com a União Europeia (incluindo o Reino Unido) comprando cerca de 2,5 milhões de veículos a menos em 2025 frente a 2019. Ten Brink cita que o consumidor europeu pode estar inseguro quanto às opções de motorização disponíveis.
No campo da eletrificação, a Mazda mantém a estratégia de não estabelecer prazo rígido para eliminar veículos a combustão na Europa. A empresa aposta na “estratégia multisolução”, que inclui motores a diesel, híbridos, híbridos plug-in e elétricos com maior autonomia. O executivo enfatiza que a abordagem busca equilíbrio entre necessidades globais e investimentos prudentes.
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