- Navio MV Hondius, com cerca de 150 pessoas a bordo, está ancorado em Cabo Verde e deve atracar no porto de Granadilla, em Tenerife, no fim de semana, mesmo com oposição do governo das Canárias.
- Após desembarque, será implementado um mecanismo conjunto de avaliação sanitária e evacuação para repatriar os passageiros, com 14 espanhóis levados a um hospital militar em Madri para quarentena.
- Passageiros sem sintomas devem retornar aos seus países de origem; o isolamento dependerá da época de possível exposição ao hantavírus, cuja incubação pode chegar a 45 dias.
- O governo central enfrenta resistência do governo regional: o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, criticou a decisão e disse que não recebeu comunicação formal clara.
- O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril com 149 passageiros de 23 nacionalidades; até agora, três mortes foram associadas ao hantavírus.
O cruzeiro MV Hondius, com cerca de 150 pessoas a bordo, deve deixar Cabo Verde neste quarta-feira (6) e atracar no fim de semana no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. A decisão ocorreu mesmo com oposição local, segundo a ministra da Saúde espanhola, Mónica García.
García explicou que, após o desembarque, será implementado um mecanismo conjunto de avaliação sanitária e evacuação para repatriar todos os passageiros, exceto os incapacitados por motivos médicos. Quem não apresentar sintomas retorna aos seus países de origem.
Os 14 espanhóis no navio serão levados de avião a um hospital militar em Madri, onde ficarão em quarentena. A duração do isolamento depende do momento da possível exposição ao hantavírus, com incubação estimada em até 45 dias.
Contexto e resposta local
O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com 149 passageiros de 23 nacionalidades. O trajeto incluiu paradas na Antártida e no Atlântico antes de chegar a Cabo Verde. Três mortes relacionadas ao hantavírus foram registradas até o momento.
Canárias teme impactos na economia e no turismo, já que a região recebeu medidas de quarentena durante a pandemia de Covid-19. Moradores manifestaram preocupação com a chegada e com possíveis efeitos sobre eventos locais, como a visita do papa Leão em junho.
Segundo a OMS, o risco para a população é baixo e a variante identificada só se transmite entre humanos por contato próximo e prolongado. A autonomia regional das Canárias permanece sob controle central em assuntos como fronteiras e defesa.
Fonte: Reuters e AFP
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