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Cuba critica ameaças militares dos EUA contra a ilha

Cuba classifica como perigosas as ameaças de ação militar dos EUA e aponta crise energética agravada pelo bloqueio de petróleo, com apagões frequentes

Cubanos em veículos elétricos carregam bandeiras do país enquanto passam pela Embaixada dos EUA durante manifestação em Havana
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  • Autoridades de Cuba criticaram o tom agressivo dos EUA em relação a uma possível ação militar contra a ilha e associaram as ameaças ao bloqueio de petróleo que agrava a crise energética.
  • O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou, em redes sociais, que os EUA insinuam uma ação militar para “libertar” Cuba, responsabilizando décadas de sanções pelos problemas econômicos e sociais.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o status quo em Cuba é inaceitável e que os EUA vão “resolver o problema”, sem fornecer um cronograma.
  • Fotos postadas por autoridades dos EUA mostraram o chefe da missão da embaixada em Havana ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul, refletindo o acompanhamento das operações na região.
  • O governo cubano aponta que, neste ano, a pressão externa se intensificou com interrupções no fornecimento de petróleo, agravando apagões, enquanto o presidente Donald Trump elevou tensões com ameaças e sanções relacionadas ao combustível.

O governo de Cuba denunciou uma série de declarações e ameaças de ação militar dos Estados Unidos contra a ilha, classificando-as como perigosas e como crime internacional. A crítica ocorreu em meio ao bloqueio de petróleo que agravou a crise energética cubana.

As autoridades cubanas apontaram que as pressões refletem a estratégia de Washington de pressionar o governo cubano após as sanções de décadas e o corte de remessas de petróleo, principalmente com mudanças recentes na política dos EUA.

Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, afirmou pelas redes sociais que os EUA insinuam uma ação para “libertar” Cuba, destacando a hipocrisia da abordagem. Ele ligou o bloqueio aos problemas econômicos do país.

O titular cubano destacou que a ameaça de ataque e a agressão constituem crimes internacionais, segundo ele, e citou o histórico de sanções para justificar a situação.

Contexto regional e global

O governo dos EUA tem feito declarações públicas sobre Cuba e aumentado a pressão com mudanças na política de petróleo, incluindo interrupção de remessas da Venezuela e ameaças a outras fontes de combustível.

O porta-voz do governo norte-americano não detalhou prazos, apenas afirmou que o status quo em Cuba é inaceitável e que o problema será tratado pelos EUA, sem apresentar cronograma.

A saída de um petróleo russo para Cuba foi mencionada como exceção, em uma medida apresentada pelos EUA como humanitária, embora represente pouca parte das necessidades do país.

Reações oficiais

No âmbito dos EUA, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o problema com Cuba não é aceitável e que será resolvido, sem indicar datas. Em fotos divulgadas, Rubio apareceu com o chefe da missão da embaixada em Havana e o general Frank Donovan.

O governo cubano reagiu também a comentários feitos por autoridades americanas durante eventos públicos, apresentando resposta firme contra qualquer ideal de rendição ou agressão.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, caracterizou as falas dos adversários como escalada perigosa e sem precedentes, reforçando a defesa do país frente a pressões externas.

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