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Islândia deve proteger salmões selvagens e rejeitar nova legislação de aquicultura

Islândia precisa proteger o salmão selvagem e rejeitar o novo projeto de aquicultura, sob risco de extinção e impactos ambientais

Still image from the film A Salmon Nation, courtesy of Patagonia Films.
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  • A população de salmão selvagem do Atlântico Norte em torno da Islândia caiu cerca de 75% nos últimos cinquenta anos, com menos de 60 mil indivíduos hoje estimados na região.
  • O texto alerta que, se o parlamento aprovar o atual projeto de lei de aquicultura, o cultivo de salmão pode acelerar ainda mais o declínio dessa espécie.
  • Gaiolas de net pens open water elevam danos ambientais: grande quantidade de alimento feito de peixe de outras espécies, poluição, metais pesados, microplásticos, pesticidas, antibióticos e resíduos.
  • Infestações de piolhos do salmão em gaiolas podem se espalhar para salmões selvagens até 60 quilômetros, prejudicando jovens peixes e exigindo tratamentos químicos agressivos.
  • A economia do turismo em Islândia supera os empregos da aquicultura, com mais de 34 mil trabalhadores no turismo e geração de mais de US$ 7 bilhões, enquanto a indústria de salmão em gaiolas emprega poucas centenas; cerca de 65% dos islandeses são contrários às fazendas de salmão de rede aberta.

Em Iceland, a draft de lei de aquicultura envolve um tema de grande relevância ambiental. O texto em análise aponta que a população de salmão do Atlântico Norte selvagem despencou, em pouco mais de meio século, cerca de 75%. Hoje, estima-se que menos de 60 mil indivíduos existem na região da Islândia e em suas proximidades. O autor alerta que, se a nova legislação for aprovada, a população selvagem pode enfrentar um ritmo de declínio ainda maior.

O texto ressalta que as águas mais quentes, associadas ao aquecimento global, já colocam em risco o salmão selvagem. A abertura de mais fazendas de salmão no país, conforme o argumento apresentado, seria um fator que aceleraria o desaparecimento da espécie. O autor visita a Islândia desde 1960 e afirma ter presenciado a queda contínua nos rios.

Riscos de fazendas com gaiolas abertas

O material descreve como cativeiros flutuantes de grande porte, com várias gaiolas, armazenam dezenas de milhares de salmões cada uma. O alimento desses animais envolve milhões de quilos de ração feita com peixe de outras espécies, o que impacta estoques de sardinha e arenque. O texto cita ainda poluição da água por metais pesados, microplásticos, pesticidas, antibióticos e resíduos.

A problemática das piolhas de salmão também é destacada. Pequenos crustáceos se alimentam dos peixes e, em gaiolas, podem ocorrer infestações que atingem salmões selvagens a dezenas de quilômetros de distância. Tratamentos para combater as piolhas costumam envolver químicos tóxicos que afetam outros organismos aquáticos até; o impacto pode se estender a organismos na região.

Impactos econômicos e sociais

Segundo o relato, o uso de água para alimentação de peixe na criação envolve impactos ambientais significativos, bem como questões de resistência a antibióticos e contaminação de ecossistemas. Além disso, quando pescadores escapam, animais criados em cativeiro podem se misturar aos silvestres, dificultando a evolução genética das populações nativas.

O texto menciona casos históricos de grandes escapamentos: em 2017, dezenas de milhares de salmões escaparam de uma fazenda em Washington, EUA, levando a alterações regulatórias. Em 2023, a Islândia também enfrentou um episódio semelhante. O material argumenta que a legislação atual não impede novos incidentes.

Contexto econômico nacional

Defensores da preservação argumentam que o turismo representa uma participação significativa na economia islandesa, com milhares de empregos e ganhos próximos a várias bilhões de dólares, enquanto a indústria de aquicultura emprega apenas centenas de pessoas, com grande parte da produção sendo exportada para mercados externos.

O autor é Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, que desempenha o papel de crítico da atual proposta de lei. O conteúdo reforça que a Islândia poderia estabelecer um exemplo internacional ao priorizar a proteção da natureza e do salmão selvagem em vez de expandir a aquicultura aberta.

A matéria aponta ainda que muitos islandeses já se posicionaram contrários às fazendas de salmão em gaiolas abertas, entendendo que a continuidade desse modelo pode prejudicar ecossistemas e a imagem ambiental do país. A nota enfatiza a necessidade de decisões responsáveis por parte do governo e dos cidadãos.

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