- Autoridades de Cuba classificaram as declarações e ameaças de ação militar dos EUA como perigosas e como crime internacional, em meio ao embargo de petróleo que agrava a crise energética no país.
- O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou nas redes sociais que os EUA insinuam atacar Cuba para “libertá-la” e responsabilizou décadas de sanções pelos problemas econômicos.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o status quo em Cuba era inaceitável e que os EUA iriam “resolver o problema”, sem indicar cronograma.
- Manifestações públicas de autoridades norte-americanas foram acompanhadas por imagens de reunião entre o embaixador dos EUA em Havana, Rubio, e o general Frank Donovan, do Comando Sul.
- O governo dos EUA intensificou a pressão sobre Cuba, interrompendo remessas de petróleo da Venezuela e sinalizando sanções a países que forneçam combustível à ilha, contribuindo para apagões — registrados em Cuba nesta semana.
O governo de Cuba classificou como perigosas as declarações e ameaças recentes dos EUA de ação militar contra a ilha, associando-as a um crime internacional. A crítica ocorre em meio a um bloqueio contínuo de petróleo que restringe carregamentos e agrava a crise energética no país.
Cuba destacou que as ameaças de uso da força representam agressão, repetindo que não admite pressões externas sobre seu governo. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou em redes sociais que os EUA insinuam intervenção para libertar Cuba, chamando o comportamento de hipócrita e cínico.
Contexto e respostas diplomáticas
Na terça-feira (5), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o status quo com Cuba era inaceitável e sinalizou que Washington adotaria medidas para resolver o impasse, sem indicar prazo. Em Havana, a posição foi de que a agressão não será tolerada.
Imagens divulgadas pelo governo dos EUA mostraram o chefe de missão da embaixada em Havana ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul. Em outra foto, Rubio aparece com Donovan diante de um mapa de Cuba. A divulgação visa apresentar o estreitamento da coordenação militar na região.
A autoridade cubana também apontou que, neste ano, o governo dos EUA elevou a pressão ao interromper remessas de petróleo da Venezuela, tradição fornecedor essencial, enquanto endureciam sanções a outros parceiros comerciais. Essa etapa agrava a crise energética que afeta a população.
Para Cuba, a combinação de restrições ao combustível e acenos de intervenção reforça a necessidade de evitar qualquer escalada. O governo cubano reforçou que nenhum agressor será recebido com rendição no país. A linha diplomática permanece de desescolamento de tensões e defesa da soberania.
Entre na conversa da comunidade