- As negociações para encerrar o conflito com o Irã seguem, com EUA apresentando um esboço de acordo que precisa ser aprovado pelo presidente.
- No mês passado, Trump deu apoio inicial a um acordo de “cash for uranium” que prevê liberar cerca de US$ 20 bilhões em fundos congelados em troca da entrega do urânio altamente enriquecido pelo Irã.
- A equipe de negociação — o vice-presidente, Steve Witkoff e Jared Kushner — recebeu aprovações repetidas do presidente durante passagem por Islamabad, aumentando a confiança de que o acordo estava próximo.
- O acordo foi abandonado após alertas de que o petista poderia parecer distribuir dinheiro ao Irã, mas esse mesmo formato voltou a ser a base da proposta atual.
- A ideia em discussão prevê o Irã entregar o urânio enriquecido e aceitar uma moratória de enriquecimento por aproximadamente-doze a quinze anos, em troca de sanções alividas e do desbloqueio gradual de fundos para destruição ou diluição do material.
O grupo próximo a Donald Trump avalia que o acordo com o Irã, já rejeitado pelo ex-presidente, é a melhor opção para encerrar o conflito nuclear. O esboço atual mantém a ideia central de entregar dinheiro congelado em troca de urânio enriquecido entregue pelo Irã.
Segundo fontes, os negociadores de Trump—o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner—receberam repetidas aprovações durante passagem por Islamabad, o que transmitiu confiança de que um acordo estava próximo. O cenário mudou após alertas de que dinheiro poderia soar como favores ao Irã.
O desenho atual refere-se a um memorando de entendimento para guiar tratativas. O foco é o envio do estoque de urânio altamente enriquecido pelo Irã e a imposição de moratória na enriquecimento por cerca de 12 a 15 anos. Em contrapartida, haveria alívio gradual de sanções e desbloqueio de recursos congelados.
A ideia é que o Irã entregue o urânio, com o objetivo de destruí-lo ou diluí-lo para evitar uso bélico. O acordo proposto não difere, em essência, das propostas já discutidas em Islamabad e rejeitadas anteriormente por Trump, segundo fontes.
Alguns assessores avaliam que a decisão de apoiar o quadro dependerá de quão desejoso ele esteja por um acordo. A oferta de assistência financeira é citada como o incentivo mais convincente, ainda que haja resistência a liberar recursos.
No entorno de Trump, observa-se ausência de alguns interlocutores importantes. Marco Rubio, secretário de Estado e conselheiro de segurança, permanece mais ativo em Cuba e na Venezuela, segundo fontes da administração.
Rubio foi chamado a briefings, mas apenas a pedido da Casa Branca, com receio de envolvimento em negociações que podem falhar. A equipe de Trump discorre que a participação de Vance ainda depende da avaliação de risco.
O grupo de câmbio de informações também aponta que a posição sobre o Irã continua sob revisão, com foco em manter pressão ao Irã sem perder a viabilidade política de um acordo. As próximas semanas devem esclarecer o rumo das negociações.
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