- Em 2025, a França registrou 645 mil nascimentos, queda de cerca de 25% frente a 2010.
- A fecundidade média ficou em 1,56 filho por mulher.
- Um relatório do Alto Comissariado propõe ampliar o apoio às famílias que querem procriar, sem impor regras ou questionar direitos reprodutivos.
- Uma das medidas é reformar a licença parental: estender o benefício por um a dois meses, com o pai fazendo ao menos um mês.
- Jovens franceses afirmam desejar, em média, 2,3 filhos, o que pode influenciar o debate eleitoral de 2027.
O alto comissariado francês divulgou, nesta terça-feira (5), um relatório que propõe fortalecer o apoio a famílias que desejam ter filhos, em vez de apenas incentivar a natalidade de forma geral. A ideia é ampliar medidas específicas para facilitar a procriação, reduzir barreiras e equilibrar vida familiar e profissional.
A França enfrenta queda no crescimento populacional, com uma fecundidade média de 1,56 filho por mulher. Em 2025, foram registrados 645 mil nascimentos, índice cerca de 25% menor do que em 2010, segundo o Insee.
O relatório ressalta que não se trata de impor regras nem de questionar direitos sexuais e reprodutivos. O tema ganhou relevância após a proposta de “rearmamento demográfico” do governo, em 2024, ter causado polêmica.
Licenças parentais podem ganhar mais tempo
Uma das frentes envolve a política de licenças após o nascimento. A sugestão é ampliar o benefício em um a dois meses, com a condição de que o pai aproveite ao menos um mês. O objetivo é incentivar a divisão das responsabilidades familiares.
A imprensa francesa analisa que o movimento representa uma linha de ação voltada para a conciliação entre vida familiar e carreira, especialmente para mães. O relatório descreve esse formato como uma forma de apoiar decisões de procriação.
Desdobramentos políticos e perceptíveis na campanha
O Libération aponta que a discussão pode agitar o cenário da eleição presidencial de 2027. Embora o documento não use a palavra feminismo, a publicação indica a ênfase em direitos das mulheres e igualdade como fatores que podem influenciar a taxa de natalidade.
As autoridades ressaltam a necessidade de basear as políticas em evidências e evitar intervenções que restringam direitos. A próxima etapa envolve debates públicos e estudos para validar as medidas propostas.
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