- O governo norueguês autorizou reabrir três campos de gás no Mar do Norte (Albuskjell, Vest Ekofisk e Tommeliten Gamma), encerrados em 1998, com produção até 2048 e investimento de 19 bilhões de coroas para retomar até o fim de 2028, enviando gás por duto à Alemanha e óleo leve ao Reino Unido.
- Também foi aprovado explorar em setenta novas áreas do Mar do Norte, Mar de Barents e Mar da Noruega, com inscrições até 1º de setembro e licenças concedidas no ano que vem.
- A medida ocorreu apesar de recomendações da agência ambiental e provocou críticas de partidos de esquerda, que classificaram as decisões como “loucura” e “greenwashing”.
- O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre afirmou que as ações criarão valor para a comunidade, empregos e segurança energética europeia, destacando a importância da produção norueguesa para a Europa.
- A estatal Equinor relatou produção recorde e lucros crescentes no primeiro trimestre, enquanto o ministro de Energia, Terje Aasland, ressaltou a relevância da produção nacional para a segurança energética; o gabinete do primeiro-ministro não comentou.
O governo norueguês aprovou a reabertura de três campos de gás no Mar do Norte quase 30 anos depois do fechamento, para suprir lacunas de energia ampliadas pela guerra no Oriente Médio. Além disso, a administração de esquerda autorizou a exploração em 70 novas áreas nas águas do país.
Os campos Albuskjell, Vest Ekofisk e Tommeliten Gamma estavam inativos desde 1998. O governo planeja investir 19 bilhões de coroas até o fim de 2028 para retomar a produção, que deve seguir até 2048. O gás será enviado por gasoduto à Alemanha e o óleo leve ao Reino Unido.
A decisão ocorre em meio a um aumento de preços de petróleo e gás desde ataques recentes na região, e contrasta com recomendações de autoridades ambientais. A medida gerou críticas de setores progressistas que a consideram inadequada ao meio ambiente.
Repercussões políticas
Lars Haltbrekken, do Partido Socialista de Esquerda, classificou a decisão como insensata e acusou o governo de greenwashing. Segundo ele, o governo desrespeita pareceres ambientais de seus especialistas e expõe áreas naturais vulneráveis a riscos.
Do lado das empresas, a estatal Equinor projeta desenvolver o campo Rosebank, enquanto a Shell aguarda decisão sobre o projeto Jackdaw. A ampliação de áreas de exploração também foi recebida com preocupação por grupos ambientais e pela oposição britânica.
A iniciativa visa ampliar a produção de petróleo e gás da Noruega, com uma visão de segurança energética europeia a longo prazo. A ministra de Energia, Terje Aasland, destacou a importância de manter entregas estáveis, especialmente após a invasão russa na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio.
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