- O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que a guerra com o Irã pode ter influenciado o suspeito Cole Allen a tentar matar o presidente Donald Trump no Jantar de Correspondentes da Casa Branca.
- O relatório preliminar, de 27 de abril, aponta que Allen tinha múltiplas queixas sociais e políticas.
- Na terça-feira, o Departamento de Justiça o acusou de agressão a um agente federal e de tentativa de assassinato, entre outras acusações; ele ainda não se declarou.
- O FBI analisa as redes sociais e a presença online de Allen para entender a motivação, incluindo mensagens anti-Trump e críticas ao Irã.
- O relatório foi obtido por meio de pedido de acesso à informação pela organização Property of the People e compartilhado com a Reuters; o DHS não comentou.
A Guerra com o Irã pode ter motivado o suspeito de atacar o jantar com Donald Trump, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos. A avaliação de inteligência, enviada a autoridades estaduais e locais, aponta que Cole Allen tinha várias queixas sociais e políticas que teriam influenciado seu ato.
O relatório, datado de 27 de abril, sugere que o conflito com o Irã pode ter contribuído para a decisão de realizar o ataque durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca. O documento baseia-se em postagens de Allen nas redes sociais criticando ações dos EUA na guerra.
As autoridades trabalham para entender a motivação do ataque frustrado. O DHS classifica o material como Nota de Incidente Crítico e afirma que o objetivo é notificar parceiros sobre informações relevantes após incidentes significativos de segurança nacional.
Motivações e despacho de acusações
Na terça-feira (5), o Departamento de Justiça adicionou acusações contra Allen por agressão a agente federal, tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de arma entre estados. O suspeito permanece sem deliberação sobre culpa.
As investigações federais indicam que o FBI está analisando a atividade de Allen nas redes sociais e em sua presença digital para identificar potenciais motivos. Em especial, a polícia acompanha conteúdos publicados em uma conta ligada a Allen em Bluesky que criticavam Trump e ações do governo.
Publicações anteriores incluem críticas à atuação dos EUA no Irã, ataques à administração Trump sobre imigração, à guerra na Ucrânia e a figuras da imprensa. Uma mensagem publicada horas antes do ocorrido mencionou impeachment de Trump.
O governo também examinou um e-mail enviado por Allen a familiares na noite do ataque, descrito como manifesto. Nesse texto, o suspeito expressa raiva contra o governo e manifesta desejo de atacar o que chama de traidor, sem mencionar Trump diretamente.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o conteúdo do manifesto nem sobre outros possíveis alvos. O inquérito continua em andamento, com foco em evidências digitais e no histórico de Allen.
A investigação busca esclarecer se o ataque teve motivação política direta ou se houve convergência de fatores, incluindo posicionamentos ideológicos e ressentimentos contra políticas governamentais. As autoridades ressaltam que o andamento do caso permanece sob sigilo.
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