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Justiça do Reino Unido rejeita recurso da BHP no desastre de Mariana

Justiça do Reino Unido mantém decisão contra BHP pelo rompimento da barragem de Fundão; recurso negado pela Corte de Apelação de Londres

Rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015), deixou 19 mortos e causou graves danos ambientais na bacia do Rio Doce
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  • A Justiça do Reino Unido rejeitou novo recurso da BHP contra a decisão que a responsabiliza pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
  • A decisão foi dada pela Corte de Apelação de Londres, mantendo a responsabilização anunciada em novembro de 2025 pelo tribunal superior inglês.
  • Os juízes entenderam que a BHP, sócia da Vale na Samarco, operava a barragem e tinha conhecimento dos riscos antes do rompimento, evidenciando negligência, imprudência e/ou imperícia.
  • A mineradora já havia tido o recurso negado em janeiro deste ano; o tribunal concluiu que não há razão convincente para julgar o recurso.
  • O processo segue para fases de apuração de danos e indenizações, após julgamento do High Court realizado entre outubro de 2024 e março de 2025, com depoimentos de especialistas e vítimas.
  • Relembre o desastre: em novembro de 2015, 19 pessoas morreram e 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica foram despejados pela barragem Fundão, atingindo o oceano Atlântico após percorrer 650 quilômetros pelo rio Doce.

A Justiça do Reino Unido rejeitou recurso da BHP contra a decisão que a responsabiliza pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. Desta vez, a negativa foi dada pela Corte de Apelação de Londres.

A decisão de novembro de 2025, quando o tribunal superior inglês responsabilizou a BHP pela tragédia, permanece. Os juízes entenderam que a empresa, sócia da Vale na Samarco, operava a barragem e tinha conhecimento dos riscos antes do rompimento, evidenciando negligência.

A mineradora já havia tentado recurso em janeiro, e teve o pedido negado. O tribunal sustentou que não há razão convincente para julgar o recurso. No Reino Unido, o direito de recorrer exige permission to appeal.

O processo deve avançar para fases que vão analisar a relação entre o desastre e os prejuízos, incluindo eventuais indenizações. O julgamento no High Court ocorreu entre outubro de 2024 e março de 2025, com depoimentos de especialistas e vítimas.

Relembre o desastre: em novembro de 2015, rompeu-se a barragem Fundão, deixando 19 mortos e danos ambientais na bacia do Rio Doce. Cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica alcançaram o oceano Atlântico após percorrer 650 quilômetros pelo rio.

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