Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça inglesa nega último recurso de mineradora e abre caminho para indenizações

Justiça inglesa nega recurso da BHP e abre caminho para indenizações às vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana

Bento Rodrigues, no município de Mariana, Minas Gerais, alguns dias após rompimento da barragem da mineradora Samarco 19/11/15.
0:00
Carregando...
0:00
  • Tribunal de Apelação da Inglaterra negou o recurso da BHP contra a responsabilização pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
  • A decisão mantém a BHP responsável pelo desastre, que matou 19 pessoas e causou danos ambientais e sociais.
  • O processo avança para a Fase 2, que vai avaliar perdas e quantificar indenizações às vítimas.
  • A audiência da Fase 2 está marcada para começar em abril de 2027, com reparações para centenas de milhares de moradores e comunidades afetadas.
  • O rompimento, em 5 de novembro de 2015, liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de mineração.

O Tribunal de Apelação da Inglaterra negou nesta quarta-feira (6) o último recurso da BHP contra a condenação relacionada ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A decisão mantém a responsabilidade da empresa pelo desastre.

A condenação foi proferida em novembro de 2025, ao fim de um julgamento conduzido pelo Tribunal Superior da Inglaterra entre 2024 e 2025. A Justiça entendeu que a mineradora tinha conhecimento dos riscos e não tomou as medidas necessárias.

Segundo o veredito, o rompimento foi previsível e evitável, caracterizando negligência e imprudência por parte da BHP. O tribunal rejeitou os argumentos da empresa para uma nova análise do caso.

Com a negativa do recurso, o processo avança para a Fase 2, dedicada à quantificação das indenizações. A audiência inicial está prevista para abril de 2027.

Nessa etapa, serão avaliadas perdas de indivíduos, comunidades, empresas e municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Estima-se que centenas de milhares de vítimas tenham direito a reparações.

Jonathan Wheeler, advogado dos atingidos, afirmou que a decisão encerra recursos da BHP e permite a definição das indenizações. Ele representa clientes brasileiros há anos no caso Mariana.

O rompimento, em 5 de novembro de 2015, liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos. O desastre devastou comunidades, prejudicou o meio ambiente e afetou a economia de diversos municípios mineiros e do Espírito Santo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais