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Lula busca convencer Trump a não classificar facções como terroristas

Lula pressiona Trump para evitar que PCC e CV sejam classificados como terroristas, visando soberania brasileira e acordo de combate ao narcotráfico

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia | Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • Lula vai abordar o combate ao crime organizado em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, para evitar que o PCC e o CV sejam classificados como grupos terroristas.
  • O governo brasileiro teme impactos à soberania caso haja a classificação e busca mostrar interesse em cooperação com os Estados Unidos no enfrentamento ao narcotráfico.
  • O governo trabalha para que seja assinado um acordo de cooperação no combate ao narcotráfico durante o encontro entre os dois chefes de Estado, conforme afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
  • Lula tem mostrado que os Estados Unidos também não são rígidos demais no tema, ao citar, de forma indireta, que um dos grandes chefes do crime organizado mora em Miami para ilustrar a necessidade de parcerias.
  • A prisão de Ricardo Magro, empresário suspeito de irregularidades ligadas a combustíveis no Brasil, seria um ganho político para Lula num momento de crise com o Congresso e com vantagem eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, nesta quinta-feira. O tema central é o combate ao crime organizado e a medida de evitar que facções como PCC e CV sejam enquadradas como terroristas.

Governantes brasileiros avaliam que a classificação pode trazer riscos à soberania nacional. A ideia é mostrar, durante a reunião, que o Brasil quer enfrentar o crime organizado em parceria com os Estados Unidos.

O governo também busca um acordo de cooperação no combate ao narcotráfico para ser assinado na cúpula. A informação foi divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em entrevista à GloboNews.

Cooperação contra o narcotráfico e apontamentos sobre o combate ao crime

Lula tem ressaltado, em linguagem indireta, que um dos principais líderes do crime organizado no país estaria fora do Brasil, com atuação em Miami, sem citar nomes. A referência visa ilustrar a necessidade de cooperação entre as autoridades.

O caso citado envolve Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, alvo de investigações de sonegação fiscal ligados à venda de combustíveis. A menção ocorreu em fala pública do presidente no final do ano passado.

A fala do governo sugere que a cooperação com Washington pode facilitar ações conjuntas. Em meio a tensões com o Congresso, o tema permanece em foco na agenda brasileira para a reunião entre Lula e Trump.

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