- Manifestantes liderados pela Pussy Riot protestaram em frente ao pavilhão da Rússia na abertura da Bienal de Veneza, com canções de protesto, sinalizadores cor-de-rosa e a estátua coberta por bandeira da Ucrânia e balaclava rosa-choque.
- Representantes do pavilhão da Letônia também protestaram, vestindo lenços com a mensagem “morte em Veneza, Rússia vá para casa”.
- O retorno da delegação russa provocou crise na mostra, com a renúncia do corpo de jurados e a decisão de entregar o Leão de Ouro ao artista escolhido pelo público pela primeira vez. A União Europeia cortou € 2 milhões para a próxima edição.
- Organizações ligadas ao espaço russo geraram controvérsia: a diretora artística é filha de executivo da Rostec, e outra dirigente é filha do chanceler russo Serguei Lavrov.
- O presidente da Bienal destacou autonomia da instituição, afirmou que a mostra não é um tribunal e defendeu a presença de diferentes países, sem censura prévia.
O Pussy Riot liderou um protesto em frente ao pavilhão da Rússia durante a abertura da Bienal de Veneza, na Itália. O grupo utilizou sinalizadores rosa, vestiu balaclavas e exibiu a bandeira da Ucrânia na fachada, chamando atenção para a política de Moscou.
O ato ocorreu na manhã de abertura do evento, quando a presença russa ainda gerava debates entre organizadores, artistas e criadores. A intervenção aconteceu diante de jornalistas e convidados da cerimônia, com a plateia em ambiente de alta expectativa.
Além do Pussy Riot, representantes do pavilhão da Letônia também protestaram, usando lenços com mensagens contra a Rússia. A Letônia tem sido crítica da participação russa na mostra desde o anúncio do retorno do espaço.
Desde a confirmação da reabertura do pavilhão russo, a tensão tem se intensificado no festival. Diversos artistas e curadores assinaram carta aberta contra a decisão de manter a Rússia na mostra, gerando descontentamento interno entre participantes.
Na esfera institucional, a direção da Bienal manteve a presença russa, apesar das sanções vigentes. O episódio desencadeou discussão sobre governança e transparência na organização, com críticas direcionadas a potenciais conflitos de interesse entre organizadores.
Em coletiva, o presidente da Bienal afirmou que o evento não funciona como um tribunal e defendeu a abertura de debates. Ele ressaltou que Veneza continua sendo um espaço de encontro global, com participação de Rússia e Ucrânia, sem censura prévia.
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