- Em Pequim, o ministro iraniano Abbas Araghchi e o ministro chinês Wang Yi discutiram relações bilaterais e acontecimentos regionais; Teerã afirmou que só aceitará acordo com os EUA se for justo e abrangente.
- Trump anunciou, sem detalhes, a suspensão temporária do “Projeto Liberdade” no Estreito de Ormuz, afirmando em Truth Social grandes avanços nas negociações.
- De acordo com a Axios, os EUA acreditam estar perto de fechar um memorando com o Irã para encerrar o conflito e detalhar a estrutura de negociações sobre o programa nuclear, com prazo de resposta iraniana de até 48 horas.
- Um navio cargueiro do grupo CMA CGM foi atacado e danificado no Estreito de Ormuz, deixando tripulantes feridos; a segurança da rota continua preocupante.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França não foi alvo do ataque ao navio, ressaltando que a situação permanece perigosa; a embarcação tinha bandeira maltesa e tripulação filipina.
Em Pequim, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reuniu-se com o colega chinês Wang Yi nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026. A agenda incluiu relações bilaterais e questões regionais, segundo a Xinhua. O Irã afirmou que só aceitará um acordo com os EUA se for justo e abrangente.
A declaração iraniana ocorre após comentários de Donald Trump sobre supostos avanços nas negociações. Trump anunciou a suspensão temporária do Projeto Liberdade, operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz, para avaliar um possível acordo. A medida foi anunciada na terça-feira, 5 de maio, via Truth Social.
Segundo o Axios, citando fontes oficiais, Washington acredita estar próximo de um memorando com o Irã para encerrar o conflito nuclear, com respostas iranianas esperadas em até 48 horas sobre pontos-chave da minuta.
Repercussões e segurança no estreito
No mesmo dia, o grupo CMA CGM informou que um de seus navios, o San Antonio, foi atacado e danificado no Estreito de Ormuz, deixando parte da tripulação ferida. A empresa não detalhou os autores do ataque.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França não foi alvo do ataque e destacou a continuidade da situação de risco, sem atribuir responsabilidade a uma parte específica. A declaração foi feita pela porta-voz do governo.
Entre na conversa da comunidade