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ONU pede libertação de militante brasileiro preso em Israel

Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pede libertação imediata de Thiago Ávila e Saif Abukeshek, detidos em águas internacionais após interceptação da Flotilha Global Sumud

O ativista brasileiro Thiago Ávila, durante audiência no Tribunal de Magistrados de Ashkelon no domingo (3) (Foto: ABIR SULTAN/EFE)
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  • O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu a libertação imediata e incondicional de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abukeshek, palestino-espanhol, detidos em águas internacionais durante a flotilha Global Sumud.
  • Os dois faziam parte de um grupo de 175 ativistas interceptados por Israel ao tentar levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
  • A ONU afirmou que os ativistas foram levados para Israel e estão detidos sem acusação formal, e que relatos de maus-tratos devem ser investigados.
  • O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que Abukeshek e Ávila teriam ligações com o Hamas e classificou a flotilha como provocação, negando as acusações de tortura.
  • A Justiça israelense prorrogou a prisão de Ávila e Abukeshek por mais seis dias.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta quarta-feira a libertação imediata de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abukeshek, palestino-espanhol. Os dois estavam em uma flotilha de ativistas interceptada por Israel na semana passada, quando participavam da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

No total, 175 ativistas foram presos em águas internacionais durante a tentativa de levar suprimentos a Gaza. O ACNUDH destacou que a detenção ocorreu sem acusação formal e cobrou investigações sobre relatos de maus-tratos a Abukeshek e Ávila, pedindo responsabilização dos envolvidos.

Israel sustenta que Abukeshek e Ávila teriam ligações com o grupo Hamas. O Ministério das Relações Exteriores classificou a flotilha como provocação para desviar a atenção do desarmamento do Hamas e contestou as alegações de tortura, afirmando que as ações seguem a lei após resistência aos funcionários israelenses.

Segundo a imprensa, incluindo a Reuters, o governo israelense aponta vínculos de ambos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA). A advogada de defesa, Hadeel Abu Salih, afirmou que os dois negam qualquer ligação com o Hamas.

A Justiça israelense prorrogou a prisão de Ávila e Abukeshek por mais seis dias, conforme relatos publicados nesta terça-feira. As autoridades espanholas e brasileiras acompanham o caso, que permanece sob supervisão internacional.

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