- ONU pediu libertação imediata e incondicional de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek e solicitou abertura de investigação sobre maus-tratos.
- Os ativistas estão detidos em Ashkelon desde a quinta-feira passada, após interceptação de uma flotilha que seguia para Gaza.
- A detenção ocorreu em águas internacionais e sem apresentação de acusações formais, segundo o escritório de direitos humanos da ONU.
- Advogados afirmam que os ativistas sofreram maus-tratos e iniciaram greve de fome; a ONU descreve os relatos como perturbadores.
- O presidente Lula classificou a prisão como injustificável; a flotilha visava romper o bloqueio israelense para levar ajuda; Israel acusa os ativistas de vínculos com Hamas, o que é negado pelas defesas.
A Organização das Nações Unidas pediu nesta quarta-feira a libertação imediata de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, detidos em Israel. A ONU também solicitou apuração de denúncias de maus-tratos durante a prisão e a responsabilização dos responsáveis. A detenção ocorreu após a interceptação de uma flotilha que seguia rumo a Gaza.
Os ativistas estavam detidos em Ashkelon desde a última quinta-feira, após a embarcação ser abordada por forças israelenses próxima da ilha de Creta, no mar. Segundo a ONU, as ações ocorreram em águas internacionais e sem acusações formais apresentadas até o momento.
A flotilha, composta por barcos de França, Espanha e Itália, tinha como objetivo romper o bloqueio imposto a Gaza e entregar ajuda humanitária. Advogados afirmaram que os ativistas sofreram maus-tratos e iniciaram greve de fome. A ONU classificou esses relatos como perturbadores.
Detenção e desdobramentos
A Justiça israelense já autorizou a prorrogação da detenção, mantendo-os sob custódia até o próximo domingo. Ambos compareceram a audiência em Ashkelon, sob algemas. A Organização de Direitos Humanos Adalah criticou a decisão, alegando tortura psicológica durante o período de detenção.
Israel acusa os dois de manter vínculos com o Hamas, acusação negada pelas defesas. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso, chamando a prisão de injustificável e expressando preocupação com a situação. O governo brasileiro reforçou a defesa pela libertação e proteção dos ativistas.
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