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Por que a Rússia reduziu sua tradicional parada do Dia da Vitória

Desfile do Dia da Vitória em Moscou será reduzido em 2026, sem tanques nem cadetes, alegando “situação operacional” e impacto da guerra na logística

Quem for até a Praça Vermelha este ano, não verá veículos militares no Dia da Vitória
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  • O desfile do Dia da Vitória em Moscou será menor em 2026, sem tanques, cadetes ou veículos militares nas comemorações na Praça Vermelha.
  • O Ministério da Defesa cita “situação operacional atual” e a “ameaça terrorista” como justificativa para não usar equipamento militar; algumas regiões também cancelaram celebrações.
  • Na Praça Vermelha haverá apenas uma arquibancada, para cerca de 300 pessoas, e veteranos da chamada “Operação Militar Especial” foram convidados.
  • Especialistas divergem: alguns dizem que a guerra está consumindo logística e equipamentos; outros afirmam que o material ainda existe, mas a mobilização seria complexa.
  • Analistas veem o desfile como ferramenta de poder e memória do Estado, mantendo aparência de normalidade, ainda que a relevância de convidados estrangeiros tenha diminuído.

O desfile do Dia da Vitória, tradicionalmente realizado em Moscou no dia 9 de maio, terá formato reduzido em 2026. Não haverá tanques, cadetes nem veículos militares na Praça Vermelha, como ocorre em edições anteriores. A celebração será mais contida, com menos aparato militar.

O Ministério da Defesa russo informou que a decisão se deve à situação operacional atual. O porta-voz do presidente Vladimir Putin afirmou que o equipamento não estará presente por causa da suposta ameaça terrorista ligada à Ucrânia. Em várias regiões, as festividades populares também foram canceladas.

Não haverá desfiles em Níjni Novgorod, Saratov, Tchuváchia nem na região de Kaluga. Além disso, Voronej, Kursk, Briansk e Belgorod não sediarão show de fogos de artifício. Em São Petersburgo, o desfile militar também foi cancelado, segundo veículos de imprensa.

Na Praça Vermelha, a área recebeu redução de público: haverá apenas uma arquibancada no entorno do Palácio, com capacidade para cerca de 300 pessoas. Veteranos da chamada Operação Militar Especial foram convidados para o evento, de acordo com informações locais.

Especialistas consultados defendem leituras distintas sobre a decisão. Um historiador austríaco aponta que ataques recentes mostraram vulnerabilidade da Rússia a ataques em território profundo, argumentando que recursos militares estão sendo consumidos na linha de frente. Outro analista sustenta que o equipamento permanece disponível, mas a logística de deslocamento é dispendiosa.

Para o poder estatal, o desfile segue como ferramenta de memória e legitimidade. Pesquisadores destacam que, ao longo das décadas, o evento ganhou significância simbólica, com a presença de convidados estrangeiros em alguns anos, embora esse papel tenha se reduzido.

Alguns especialistas entendem que o formato reduzido pode indicar a prioridade do governo em manter a aparência de normalidade em meio ao conflito, sem ampliar a exposição de equipamentos. Outros ressaltam que o impacto sobre a opinião pública pode variar, sem determinar consequências rápidas para a popularidade de autoridades.

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