- EUA, Alemanha, Rússia e Arábia Saudita firmaram investimentos e acordos no Brasil para minerais críticos entre 2025 e 2026, fortalecendo a presença internacional no subsolo brasileiro.
- A aquisição da mineradora Serra Verde, em Goiás, pela USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões, está entre as operações-chave; investimentos dos EUA também miram cobalto e níquel no Piauí via DFC/TechMet.
- Em abril de 2026, Brasil e Alemanha assinaram declaração de intenções para cooperação em pesquisa, intercâmbio de cientistas e financiamento direto de projetos sobre minerais críticos.
- A Rússia, por meio de uma subsidiária da Rosatom, firmou parceria com a NBEPar para criar a Nadina Minerals, joint venture com foco em extração e processamento de minerais críticos, com sede no Rio de Janeiro.
- No Future Minerals Forum, Riade, a Ma’aden anunciou investimento de R$ 8 bilhões em mapeamento geológico e pesquisa mineral no Brasil, sinalizando interesse de longo prazo do reino saudita.
- A Better Gold Mining (BGM), vinculada ao IBRAM, mantém campanhas de geofísica e sondagens em Capitão Gervásio Oliveira (PI) e em Niquelândia e Catalão (GO).
Nos últimos 12 meses, potências globais passaram a investir no setor de minerais críticos no Brasil, com foco na transição energética e na defesa. A operação envolve aquisição de ativos, acordos de pesquisa e joint ventures. O Brasil figura como ponto central desse movimento.
A compra da Serra Verde, em Goiás, por cerca de US$ 2,8 bilhões pela USA Rare Earth apareceu como marcante. Além disso, a DFC, ligada aos EUA, informou investimentos no Piauí voltados a cobalto, níquel e outros minerais para baterias. O governo americano relaciona a operação à segurança nacional, diante da concentração chinesa de terras raras.
Brasil e Alemanha firmaram, em abril de 2026, uma declaração de intenções em Hannover para cooperação em minerais críticos. O acordo prevê pesquisa conjunta, intercâmbio de cientistas e financiamento bilateral a projetos com implementação ainda em 2026, com foco em processos de extração mais eficientes.
Investimentos e parcerias estratégicas
A Rosatom, via uma subsidiária, firmou parceria com a NBEPar para formar a Nadina Minerals, com sede no Rio de Janeiro. A joint venture mira extração e processamento de minerais críticos, ampliando a presença russa no setor de energia nuclear e materiais estratégicos.
A Arabia Saudita, representada pela Ma’aden, anunciou, durante o Future Minerals Forum em Riade, aporte de 8 bilhões de reais para mapeamento geológico e pesquisa mineral no Brasil. O anúncio ocorreu em sessão com ministros e executivos do setor, sinalizando interesse de longo prazo.
A Better Gold Mining (BGM), ligada ao IBRAM, mantém campanhas de geofísica e sondagens em Capitão Gervásio Oliveira (PI), Niquelândia e Catalão (GO). As atividades seguem normas da ANM, com foco em áreas estratégicas para o país.
Contexto e perspectivas de mercado
Especialistas apontam demanda global por minerais críticos que pode crescer entre duas e quatro vezes até 2030, impulsionada por veículos elétricos e armazenamento de energia. O Brasil aparece entre os países com alto potencial de reservas estratégicas para atender esse cenário.
A BGM afirma que minerais críticos se encontram onde a geologia manda, destacando a importância de ciência e mapeamento. O cenário geopolítico aponta o Brasil como referência em suprimento de recursos para indústria de tecnologia e defesa.
No conjunto, as iniciativas ressaltam o papel do Brasil como polo estratégico para suprimentos de minerais críticos, com impactos possíveis sobre cadeias de produção e segurança energética nacionais.
Sobre a BGM
A BGM é uma junior company de pesquisa e exploração vinculada ao IBRAM, com projetos em áreas geológicas reconhecidas no Brasil.
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