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Aliado de Trump, Roger Stone é condenado por lobby ao regime militar de Myanmar

Roger Stone recebe $50,000 por mês para reconstruir relações entre os EUA e o governo militar de Myanmar, alvo de condenação internacional

Roger Stone, a former adviser to Donald Trump's presidential campaign, has been criticised for providing lobbying to Myanmar’s military-backed government.
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  • Roger Stone, aliado de Donald Trump, está sendo criticado por aceitar US$ 50 mil por mês para “reconstruir” relações entre os Estados Unidos e o governo militar de Myanmar.
  • Os serviços prestados, descritos como “assuntos públicos”, visam reconstruir relações entre Myanmar e os EUA, com foco em comércio, recursos naturais e assistência humanitária.
  • Stone atua como consultor da empresa DCI Group, conforme documentos apresentados à Lei de Registro de Fatores Estrangeiros (FARA).
  • Myanmar está isolada internacionalmente desde o golpe de 2021, com acusações de atrocidades que podem configurar crimes contra a humanidade; sanções dos EUA foram impostas a indivíduos e empresas ligados à junta.

Dois itens em evidência: Roger Stone, aliado de longa data de Donald Trump, é acusado de receber US$ 50 mil por mês para atuar como consultor de relações públicas em defesa de o governo militar de Myanmar. Os serviços teriam o objetivo de reabrir contatos entre Washington e a Junta, segundo documentos apresentados ao US Foreign Agents Registration Act (FARA).

Os registros indicam que Stone presta serviços de “public affairs” ao ministério da informação de Myanmar, atuando pela recuperação de relações entre o país e os Estados Unidos, com foco em comércio, recursos naturais e ajuda humanitária. A empresa citada é a DCI Group, na função de consultor.

Stone, de 73 anos, é figura de destaque na cena política americana e próximo de Trump. Em 2019, foi condenado por obstrução de investigação do Congresso sobre a suposta ligação da campanha de 2016 com a Rússia; a sentença foi suspensa com clemência de Trump em 2020.

Contexto e reação internacional

Organizações da sociedade civil, como a Justice for Myanmar, afirmam que a DCI Group e Stone lucram com a Junta sancionada, acusada de violações de direitos humanos e de crimes contra a humanidade. As autoridades dos EUA mantêm sanções a pessoas e entidades associadas ao regime militar.

A resposta oficial das partes mencionadas não foi divulgada, pois tanto a DCI Group quanto Stone foram contatados para comentar. O tema surge em meio a condenações internacionais às ações do regime, que desde 2021 domina o país.

Contexto regional e cenário atual

Myanmar permanece isolado internacionalmente desde o golpe de 2021, com forte pressão por parte de organizações internacionais e cortes de direitos humanos. O país vive turbulência econômica e conflitos armados em diversas regiões, com altas cifras de mortes nos últimos meses, segundo monitoramentos independentes.

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