- Lula afirmou que o Brasil não tem preferência por nenhum país em acordos sobre minerais de terras raras e busca parcerias com empresas de diferentes nacionalidades.
- Em coletiva após reunião com o presidente Donald Trump em Washington, Lula mencionou a possibilidade de investimentos americanos no setor; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também disse que há otimismo com esses investimentos.
- O projeto sobre minerais críticos, aprovado pela Câmara dos Deputados, ainda precisa passar pelo Senado e prevê parcerias e tratamento da mineração como questão de soberania nacional.
- O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, cerca de 21 milhões de toneladas, correspondendo a aproximadamente 23% dos recursos globais; o país quer conhecer 100% de seu território.
- O histórico envolve ruídos com um memorando entre governo dos EUA e governador de Goiás; após o acordo, houve aportes na USA Rare Earth (US$ 1,6 bilhão) e aquisição da Serra Verde (US$ 2,8 bilhões).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não tem preferência por nenhum país em relação a acordos para explorar minerais de terras raras. A declaração foi feita durante coletiva após encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira.
Lula reforçou que o objetivo é estabelecer parcerias abertas com empresas de diferentes países, para acompanhar a mineração, a separação e a produção de riqueza decorrente das terras raras, convidando interessados a atuar no Brasil.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou da coletiva e disse que os Estados Unidos devem anunciar investimentos no setor. Ele contou que o encontro transmitiu otimismo sobre a relação de investimentos americanos no Brasil.
Parcerias e soberania
Lula mencionou que o tema já está previsto em um projeto aprovado pela Câmara sobre minerais críticos, que ainda precisa passar pelo Senado. O presidente destacou a importância de tratar os minerais como questão de soberania nacional.
O presidente lembrou que o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em 21 milhões de toneladas, o que representa cerca de 23% dos recursos globais. A China aparece como principal reserva.
Segundo Lula, o Brasil possui conhecimento de apenas 30% dessas reservas e precisa ampliar esse mapeamento para 100% do território, a fim de compartilhar o potencial com parceiros interessados em investir.
Contexto e investimentos estrangeiros
Silveira afirmou que o Brasil é um terreno fértil para investimento, devido à segurança jurídica e às potenciais oportunidades. Ele ressaltou que o ambiente oferece custos competitivos para investimento e refino no país.
Fontes antíguas ao governo indicaram que o objetivo da pauta era reduzir ruídos recentes sobre o tema, incluindo um memorando entre governo americano e governador de Goiás sobre terras raras.
Em janeiro, o governo americano realizou aporte de 1,6 bilhão de dólares na USA Rare Earth, adquirindo participação na empresa. O investimento contribuiu para a aquisição da mineradora Serra Verde, em Goiás, anunciada posteriormente.
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