- A Guarda Revolucionária do Irã tem retaliado escoltas dos EUA a embarcações de vários países, gerando efeitos colaterais no estreito de Ormuz.
- EUA dizem que cessar-fogo com o Irã se mantém, mesmo com disparos, enquanto o Comando Central contradiz autoridades iranianas que afirmaram ter alvejado uma embarcação norte-americana.
- Mísseis teriam atingido um navio de guerra dos EUA em Ormuz, segundo a agência; Washington negou a informação, e Trump anunciou operação para liberar navios retidos no estreito.
- O Irã fez uma proposta aos EUA para reabrir o estreito de Ormuz, com as discussões sobre o programa nuclear a serem abordadas em momento posterior, segundo o Axios.
- O petróleo oscilou em torno de US$ 108 por barril; analistas da Goldman Sachs veem cenário de até US$ 120 em caso de guerra, e um iate ligado a um oligarca próximo a Putin atravessou Ormuz.
Comandos iranianos ligados à Guarda Revolucionária têm retaliado escoltas dos EUA a embarcações de diversos países, com efeitos colaterais ainda não totalmente definidos. A operação envolve navios que passam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo. Há relatos sobre ataques, respostas e tentativas de retomar a calma na região.
Washington afirma que o cessar-fogo se mantém, apesar dos disparos registrados em parte das ações perto do estreito. O governo dos EUA sustenta que houve avanços diplomáticos e que a passagem de navios continua pela região de forma segura.
Segundo o canal de análise, Pete Hegseth descreveu a operação para facilitar a passagem de navios em Ormuz como um projeto separado, distinto de outras ações. Autoridades americanas, porém, negam ataques iranianos diretos a navios sob bandeira dos EUA.
Enquanto isso, o Comando Central dos EUA disse não ter ocorrido ataque ao navio norte-americano, mesmo que órgãos iranianos afirmem ter alvejado uma embarcação dos EUA. A versão oficial de cada lado segue sendo alvo de verificação independente.
No fim de semana, surgiram relatos de mísseis atingindo um navio de guerra dos EUA em Ormuz, informações negadas pelos norte-americanos. O presidente Trump havia anunciado, no domingo anterior, uma operação para liberar navios retidos no estreito.
As autoridades diplomáticas brasileiras acompanharam conversas entre o chanceler iraniano e representantes da região, com iniciativas voltadas ao restabelecimento da paz na área. As discussões, segundo fontes, já contemplaram diferentes propostas de diálogo.
Na esfera econômica, o preço do petróleo oscilou pouco, mantendo-se próximo de US$ 108 o barril na segunda-feira. O patamar foi o mesmo registrado na sexta anterior, antes de novas negociações sobre o desbloqueio do trânsito.
Analistas da Goldman Sachs sinalizaram possível elevação a US$ 120 caso as exportações não retornem aos níveis normais até o fim de julho, reforçando a percepção de volatilidade associada ao conflito.
Entre os desdobramentos geopolíticos, um iate ligado a um oligarca próximo ao presidente russo Vladimir Putin cruzou o estreito. A embarcação Nord, avaliada em US$ 500 milhões, tem relações com o empresário Alexei Mordashov.
A tensão entre EUA e Irã permanece, com programas nucleares e estratégias de comunicação em foco. Relatórios indicam que o Irã apresentou uma proposta para reabrir Ormuz, segundo a Axios, com as discussões sobre o programa nuclear a serem tratadas em momento posterior.
Também houve registro de interceptação de uma embarcação de bandeira iraniana em Ormuz. O Comando Central divulgou imagens do destróier USS Rafael Peralta abordando um navio em direção a um porto iraniano.
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